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Em julho, mulheres organizam Sarau das Margaridas em São Paulo

Ação em São Paulo é um esquenta para a Marcha das Margaridas que ocorre em agosto em Brasília

Publicado: 28 Junho, 2019 - 17h48 | Última modificação: 05 Julho, 2019 - 16h07

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Maria Dias/Secom/CUT-SP
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No dia 17 de julho ocorrerá na capital paulista o Sarau das Margaridas. A iniciativa é do Coletivo de Mulheres Trabalhadores da CUT-SP. A atividade será das 18h30 às 21h30, no Café dos Bancários, localizado na Rua São Bento, 413, no centro da cidade de São Paulo.

A atividade em São Paulo é um esquenta para a sexta edição da Marcha das Margaridas que ocorrerá nos dias 13 e 14 de agosto em Brasília. A marcha conta com a parceria de organizações sociais e movimentos populares, de mulheres e sindical, entre os quais a CUT, e é coordenada pela Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).

Pela primeira vez, a atividade terá financiamento coletivo por meio da plataforma Benfeitoria (clique aqui). As contribuições são a partir de R$20. Segundo a plataforma, cada R$ 100 arrecadados garantem a participação de três mulheres.

A entrada para o Sarau é de R$ 10, uma contribuição que ajudará as mulheres de São Paulo a participarem das atividades em Brasília. Entre os músicos já confirmados estão Beth Amin, Edvaldo Santana, Joana e Jean Garfunkel. Os Poetas do Tietê e a poetisa Thata Alves estão também entre as atrações, além da performance teatral "Palavra ocupação", do ator Dinho Lima Flor, da Cia do Tijolo. Depois o palco será aberto para a participação de artistas que estiverem no sarau e quiserem se inscrever para alguma apresentação.

Uma das organizadoras do evento, Deise Capelozza reconhece a importância desta atividade e destaca a liderança das mulheres na atual conjuntura política brasileira como um instrumento de resistência.

“As mulheres têm esta percepção do presente e do futuro. Todas as construções do passado, inclusive, as ferramentas democráticas que temos em nossas mãos, hoje também são fruto de nossa luta e de mulheres que nos antecederam. Neste sentido, a arte é também resistência e une as pessoas, atravessa os muros, vai além da existência dos próprios movimentos. É nesta linha que o nosso sarau tem sido construído, bem como para dar visibilidade à Marcha das Margaridas que é uma ação que deve envolver toda a sociedade, de norte a sul do país.”, diz a dirigente, que hoje ocupa a presidência do Sindicato dos Trabalhadores da Produção, Transporte, Instalação e Distribuição de Gás Canalizado do Estado de São Paulo (Sinergia Gasista).

Secretária de Mulheres da CUT São Paulo, Márcia Viana também explica o que a marcha representa às trabalhadoras. “A marcha tem a ver com a resistência das mulheres do campo, da cidade, das florestas e das águas. Não é à toa que faz uma homenagem a uma sindicalista lutadora que morreu assassinada. Margarida somos todas nós”, afirma.

Márcia se refere à Margarida Maria Alves, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande na Paraíba, sindicalista que dá o nome à marcha. A mando de latifundiários, ela foi assassinada em 12 de agosto de 1983. Ela defendia, entre outras bandeiras, os direitos dos trabalhadores e o fim da violência no campo. Sua frase “é melhor morrer na luta do que morrer de fome” ficou popularmente conhecida. Ela acreditava na justiça, na transformação pela educação e dizia que as mudanças sociais não dependiam apenas de governos, mas da ação de todas as pessoas, em todas as áreas.

Clique aqui para confirmar presença no Sarau das Margaridas (link do facebook)