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Em ato na Avenida Paulista, centrais exigem revogação de reformas e liberdade de Lula

Movimentos e categorias protestam contra o desemprego, a reforma trabalhista e o aumento de preços de combustíveis e gás de cozinha

Publicado: 10 Agosto, 2018 - 14h19

Escrito por: Vanessa Ramos e Rafael Silva - CUT São Paulo

Dino Santos/Colaboração
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Palco de mobilizações em São Paulo, a CUT e demais centrais sindicais e movimentos sociais ligados às frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, ocuparam a Avenida Paulista na manhã desta sexta-feira, 10, Dia do Basta, com luta e arte.  

Em protesto em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), as organizações cobraram a revogação das reformas aprovadas durante o governo ilegítimo de Michel Temer (MDB). Além de exigir a liberdade do ex-presidente Lula, a manifestação reforçou como bandeiras a luta contra o desemprego, a reforma trabalhista e o aumento dos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha.

“Demos o recado para aqueles que querem acabar com os nossos direitos: continuaremos unidos até que todos os projetos contra os direitos da classe trabalhadora que foram aprovados pelos golpistas sejam revogados”, disse o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, que também defendeu o direito de o ex-presidente Lula ser candidato nas eleições.

Intervenções artísticas na Avenida Paulista - Foto: Dino Santos/ColaboraçãoIntervenções artísticas na Avenida Paulista - Foto: Dino Santos/ColaboraçãoDe passagem pela atividade, a metalúrgica Erivanda Monteiro Borges, de 42 anos, se identificou com a fala de Izzo e de outros dirigentes sindicais. “O governo de Temer é mesmo horrível e massacrante. Ele destruiu o Brasil em pouco tempo. Tenho irmãos, familiares e amigos que estão desempregados. Isso pode mudar nas eleições, mas se não colocarmos pessoas que estejam do nosso lado, vai continuar tudo igual”, avaliou.

Assim como Erivanda, é hora de todos os trabalhadores e trabalhadoras darem um basta no golpe para mudar os rumos do país, resumiu o bancário e presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas. “Damos um basta na inflação, no desemprego, na corrupção e no congelamento dos gastos públicos”, afirmou.

Foi neste sentido que, aos 69 anos, o professor Luiz Caseiro defendeu durante o ato as mobilizações populares e a mudança de representantes parlamentares no Congresso. “Não dá mais para confiar em nada. Temos, sim, que defender uma bancada parlamentar de esquerda comprometida com nossos direitos, mas é a luta permanente do povo nas ruas que poderá resolver a situação no país”, falou o trabalhador, que sonha se aposentar ainda neste ano.

Ao lado de movimentos populares, centrais sindicais, sindicatos e organizações, Erivanda e Luiz, que estavam apenas de passagem, acompanharam o ato político em frente ao prédio da Fiesp, participaram das apresentações artísticas organizadas, entre outros, por coletivos do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP), e seguiram em marcha pela Avenida Paulista até o prédio da Petrobras, onde terminou o protesto.

Além do ato na Avenida Paulista, várias cidades do estado de São Paulo realizaram protestos e paralisações. Clique aqui para saber como foram as atividades.

Confira a fala de Cibele Vieira, petroleira e secretária de Juventude da CUT São Paulo. Ela conta como foi a mobilização de sua categoria neste #DiaDoBasta

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