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"É preciso enfrentar o bolsonarismo em SP”, avaliam participantes da plenária da CUT

Em atividade da subsede da Central, sindicalistas afirmam que avanços no estado passam por impedir o "projeto de estado mínimo" do governo Tarcísio

Publicado: 07 Junho, 2023 - 18h26 | Última modificação: 07 Junho, 2023 - 18h32

Escrito por: Redação CUT-SP, com informações da subsede Campinas

Ivone Gosse
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É com muita mobilização da classe trabalhadora que se conseguirá impedir a agenda de retrocessos no estado de São Paulo. Essa foi uma das avaliações vindas dos participantes da plenária realizada pela subsede da CUT-SP em Campinas, em 1 de junho, na sede do Sindicato dos Petroleiros Unificados de São Paulo.

O encontro, que serve de preparação ao 16º Congresso Estadual da CUT-SP (CeCUT) e ao 14º Congresso Nacional da CUT (ConCUT), também foi um momento para debater a conjuntura política local, estadual e nacional, de forma a contribuir na construção da agenda de lutas. 

Integrando a mesa da plenária, a secretária de Formação da CUT-SP, Telma Victor, destacou em sua fala a urgente necessidade de barrar o projeto bolsonarista no estado, uma vez que o governador Tarcísio de Freitas tenta reproduzir o projeto político derrotado nacionalmente. Em poucos meses de governo, a população paulistana tem assistindo ao rebaixamento da educação, com redução do número de salas de aula, e o avanço de propostas que visam a entrega das empresas públicas à iniciativa privada. 

"Nos últimos 30 anos, o estado foi governado por um partido que negligenciou as políticas públicas voltadas para as parcelas mais necessitadas da sociedade. E o governador Tarcísio, eleito em 2022, veio para continuar esse projeto se espelhando no que Bolsonaro fez com o país: privatização de empresas públicas e redução do papel do estado”, afirmou Telma.

Nesse sentido, de acordo com os sindicalistas presentes, preparar a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras para os próximos períodos passa pela ampliação dos programas de formação sindical, pela garantia da transversalidade de temas e a integração de diferentes setores para garantir o fortalecimento da pauta e impedir políticas prejudiciais à população.

Já na fala do secretário de Cultura da CUT-SP, Carlos Fábio, o Índio, foi feito o apontamento das mudança que estão ocorrendo na Central, de forma a se adaptar ao novos perfis de trabalhadores. "O mercado de trabalho mudou o seu perfil. E a CUT vem mudando para também representar os trabalhadores autônomos, que muitos chamam de empreendedores. Inclusive, modificando a sua estrutura para permitir que estes trabalhadores possam se abrigar na central sindical”, disse Índio, destacando que essa é uma realidade, por exemplo, de setores como a cultura, na qual a maioria dos trabalhadores são PJs (pessoa jurídica), MEIs (microempreendedor individual), autônomos. 

A partir desse gancho sobre inclusão, os presentes no evento falaram da necessidade de haver um olhar mais atento aos aposentados e aposentadas, grupo sempre presente desde a criação da CUT, mas pouco representado em seus espaços. “Uma das grandes contribuições da nossa plenária foi o debate em torno da luta dos idosos, que queremos levar ao congresso estadual. Em alguns anos, parte da população brasileira estará na terceira idade e é preciso pensar políticas para atender esse público”, disse Agenor Soares, coordenador da subsede.

Também participante na mesa, Elisa Ferreira, do Sindicato dos Bancários de Campinas, enfatizou a importante conquista da paridade de gênero na direção da CUT e nos espaços de tomadas de decisão da entidade, como será o caso dos congressos.

Ao final da atividade, foi servido aos participantes um prato indígena chamado "pira pxuun rewe" (peixe servido com paçoca de banana verde). Também houve apresentações musicais das companheiras Andreia Preta e Milena Machado, que animaram o encontro com um bom samba.