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Dirigentes sindicais lançam Comitê de Luta ‘Mulheres Andantes da CUT-SP’

Lançamento ocorreu na sede da Central na cidade de São Paulo

Publicado: 10 Junho, 2022 - 23h18 | Última modificação: 10 Junho, 2022 - 23h31

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

CUT-SP/CC
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A sede da CUT São Paulo, no centro da capital paulista, reuniu dirigentes sindicais nesta sexta-feira, 10 de junho, para o lançamento do Comitê de Luta das Mulheres Andantes, com a participação de trabalhadoras de diferentes categorias. A reunião ocorreu no modelo híbrido, no formato presencial e remoto.

Os comitês populares de luta são espaços organizativos criados em todo Brasil com o objetivo de reunir pessoas dispostas a ajudar na construção de um país com democracia, direitos, com desenvolvimento, renda, emprego e justiça social.

A proposta do novo comitê, explica a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Márcia Viana, é ampliar e fortalecer a participação das trabalhadoras em todo estado de São Paulo.

“O nome de nosso coletivo já explica muito de nossa ação. Queremos percorrer as cidades e falar com as mulheres sobre a transformação que necessitamos em nosso país, já que vivemos num cenário de ausência de políticas públicas, de aumento da violência contra as mulheres, de desigualdades e redução de direitos”, afirma.

Durante o lançamento do comitê, a sindicalista Maria Mendes, ex-coordenadora da 1ª Comissão Estadual sobre a Mulher Trabalhadora da CUT-SP, criada na década de 1980, falou sobre a importância da pauta feminista no movimento sindical.

“A luta das mulheres é a luta da classe trabalhadora. Uma luta que fala sobre o empoderamento e enfrenta todos os tipos de discriminação”, disse.

As sindicalistas também destacaram o ingresso de Telma Victor na presidência da CUT-SP. É a primeira vez na história da Central estadual que uma mulher ocupa este cargo.

A mudança na presidência da entidade ocorre em virtude da pré-candidatura ao cargo de deputado federal do então presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, agora licenciado.

“Damos sequência a todo um trabalho de fortalecimento da democracia, de garantia dos direitos trabalhistas e sociais que têm sido retirados com as políticas do atual governo federal. Os comitês cumprem um importante papel, ainda mais nesse momento de pandemia e de desemprego, que atinge principalmente as mulheres”, afirmou.