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Dia Nacional de Luto e de Luta terá atos em diferentes pontos de São Paulo

Sindicatos organizam ações em memória das quase 100 mil vítimas da Covid-19 e intensificam o pedido pelo ‘Fora Bolsonaro’

Publicado: 06 Agosto, 2020 - 11h13 | Última modificação: 06 Agosto, 2020 - 13h35

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo

Arte: Maria Dias/CUT-SP
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Nesta sexta-feira, 7 de agosto, a CUT-SP e seus sindicatos irão compor os atos do Dia Nacional de Luta pela Vida e Emprego com manifestações em diferentes locais e momentos do dia. As ações, organizadas pelas centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pretendem alertar e denunciar a política desastrosa do governo federal no enfrentamento à pandemia da Covid-19, que faz o Brasil se aproximar da marca das 100 mil mortes.

Entre as atividades já confirmadas, estão três atos na capital paulista. Pela manhã, às 10h, servidores municipais seguem lutando contra a terceirização do Hospital do Servidor Público e incluem, entre as bandeiras, a defesa do SUS e o 'Fora Bolsonaro'. Se concentram em frente a unidade, na Rua Castro Alves, nº 60, na Aclimação. Na PRAÇA DA SÉ, às 12h, acontece o ATO NACIONAL, com a participação dos presidentes das centrais, e uma ação ecumênica em homenagem aos brasileiros que perderam a vida nesta pandemia. Já às 16h, os trabalhadores da saúde e demais categorias farão uma CAMINHADA NO QUARTEIRÃO DA SAÚDE, com concentração em frente à nova sede do SindSaúde-SP, na avenida Teodoro Sampaio, 483 (próximo ao Metrô Clínicas), na Cerqueira César. 

“A orientação da CUT e das demais centrais é para que, no dia 7, os sindicatos e ramos façam paralisações das atividades para dialogar com os trabalhadores sobre essa conjuntura difícil em que vivemos no nosso país. Será um dia de luto, de luta, em defesa da vida, por emprego e salário e que terá como mote essa vergonhosa falta de ação do governo federal para combater a pandemia. Além das atividades no centro, que reforçam a campanha pelo ‘Fora Bolsonaro', teremos atos nas periferias da Capital e em outras cidades do estado justamente para dialogar com a população sobre esse momento difícil para todos”, diz o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo.

CAMPINAS também fará ato no Largo do Rosário, no centro da cidade, com início às 17h30. Os organizadores pedem para que, aos que não puderem comparecer, coloquem um pano preto nas janelas em sinal de luto. Em OSASCO, a manifestação simbólica será às 12h30 no Largo de Osasco, no centro, enquanto que em CARAPICUÍBA, a carreata sairá às 14h do Parque da Aldeia.

Já no ABC Paulista, o Sindicato dos Metalúrgicos homenageará as 100 mil vítimas com a paralisação, durante 100 minutos, dos trabalhadores nas montadoras. Em seguida, pela manhã, parte da categoria se une ao ato que será realizado em SANTO ANDRÉ, na Rua Coronel Oliveira Lima, no centro. DIADEMA também terá ato com concentração em frente ao posto da Av. Prestes Maia, 902, no centro, às 7h.

Na BAIXADA SANTISTA, o ato será na Praça Barão em São Vicente, às 15h. No LITORAL NORTE, haverá ação em frente ao Terminal Almirante Barroso (Tebar - Petrobras), às 6h30. Nas demais regiões do Estado, ainda estão previstas carreatas e paralisações de outras categorias nos locais de trabalho.

ATENÇÃO: Em respeito às recomendações sanitárias, os atos terão público limitado, com uso obrigatório de máscara e o distanciamento social entre os participantes.

Apesar da triste marca de vítimas que será alcançada nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não fez nenhuma manifestação a respeito. Pelo contrário, anunciou uma edição da Black Friday brasileira, como forma de incentivar as pessoas a saírem às compras. O país também segue para o terceiro mês sem um titular à frente do Ministério da Saúde.

Em número de casos e mortes, o Brasil só fica atrás dos Estados Unidos. Até a manhã desta quirta-feira, 6, eram 2.862.761 milhões de casos confirmados no país, com 97.418 mil mortes. Desde o início da pandemia, Bolsonaro adotou um discurso de negação da doença, incentivando pessoas a desrespeitarem as medidas de isolamento – o que, para muitos especialistas, fez com que a crise sanitária se estendesse por mais tempo, aprofundando o desemprego e a situação econômica.

Além do ‘Fora Bolsonaro’, o ato das centrais pede a manutenção do auxílio emergencial de R$ 600, conquistado pela oposição no Congresso, a ampliação das parcelas do seguro-desemprego, a liberação de crédito para micro e pequenos empresários, o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde) e o repúdio aos prefeitos e governadores que tentam retornar as aulas presenciais neste momento. Também cobrarão dos parlamentares a derrubada dos vetos presidenciais que impedem a garantia dos direitos conquistados em acordo coletivo pelos trabalhadores e seus sindicatos.

Agenda - Dia Nacional do Luto à Luta pela Vida e Emprego

- ACLIMAÇÃO (CAPITAL-SP)
Ato contra a terceirização do Hospital do Servidor Público Municipal, em defesa do SUS e Fora Bolsonaro, às 10h, na na Rua Castro Alves, nº 60

- PRAÇA DA SÉ (CAPITAL-SP) - ATO NACIONAL
Praça da Sé, às 12h - Ato das centrais sindicais e ação ecumênica

- CERQUEIRA CÉSAR (CAPITAL-SP)
Caminhada às 16h com concentração em frente a nova sede do SindSaúde-SP, na avenida Teodoro Sampaio, 483 (próximo ao Metrô Clínicas), até o Hospital das Clínicas, na Cerqueira César

- CAMPINAS
Ato no Largo do Rosário, no centro da cidade, às 17h30

- SANTO ANDRÉ
Paralisação, por 100 minutos, nas montadoras e ato na Rua Coronel Oliveira Lima, às 10h, no centro de Santo André

- DIADEMA
Ato com concentração às 7h em frente ao posto da Av. Prestes Maia, 902, no centro

- OSASCO
Manifestação simbólica às 12h30 no Largo de Osasco, no centro

- CARAPICUÍBA
Carreata com concentração às 14h em frente ao Parque da Aldeia

- BAIXADA SANTISTA
Ato na Praça Barão em São Vicente, às 15h

- LITORAL NORTE
Ato em frente ao Terminal Almirante Barroso (Tebar - Petrobras), às 6h30


*Agenda de atos em atualização