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De São Paulo para Brasília, mulheres da CUT se somam à Marcha das Margaridas

Ação reunirá mulheres do campo e da cidade na sexta edição da marcha

Publicado: 07 Agosto, 2019 - 15h16 | Última modificação: 07 Agosto, 2019 - 15h46

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

JORDANA MERCADO/CUT-SP
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Criação de cartazes, costura de bandeiras e preparo de chapéus ao som do ensaio de tambores e chocalhos feitos com garrafas de materiais recicláveis. Foi assim que, desde junho, mulheres sindicalistas de São Paulo se prepararam para participar da Marcha das Margaridas, que ocorrerá nos dias 13 e 14 de agosto, em Brasília.

Esta será a sexta edição da marcha, que conta com a parceria de organizações sociais e movimentos populares, de mulheres e sindical, entre os quais a CUT. A atividade é coordenada pela Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).

A perspectiva é de que 100 mil mulheres, do campo e da floresta estejam na capital federal.

Para a secretária de Mulheres da CUT São Paulo, Márcia Viana, em 2019 a marcha carrega alguns significados para além do que era trazido nas edições anteriores. “Nossa resistência hoje tem a ver com muitas de nossas lutas travadas há séculos. Mas, neste ano, tem também relação com o atual governo, que tem, além de ministros despreparados, um presidente que é não se cansa de lançar frases e ideias machistas, misóginas, homofóbicas e racistas. E é também contra uma maioria no Congresso que retira nossos direitos como é o caso da reforma da Previdência”, explica a dirigente.

Sobre a Marcha

Trabalhadoras do campo e da cidade de todos os estados realizam a atividade desde 2000, inspiradas pela história de Margarida Maria Alves, que dá o nome à marcha.

Presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande na Paraíba, Margarida foi assassinada a mando de latifundiários em 12 de agosto de 1983. Ela defendia, entre outras bandeiras, os direitos dos trabalhadores e o fim da violência no campo.

Sua frase “é melhor morrer na luta do que morrer de fome” ficou popularmente conhecida. Ela acreditava na justiça, na transformação pela educação e afirmava que as mudanças sociais dependiam, além do governo, da ação de todas as pessoas na sociedade.