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CUT/Vox: Com 22%, Haddad, indicado por Lula, já é líder no primeiro turno

Nas simulações de segundo turno em que o nome de Haddad é apresentado como candidato de Lula, o petista ganha de Bolsonaro e Alckmin

Publicado: 13 Setembro, 2018 - 11h31

Escrito por: Marize Muniz - CUT Nacional

Alex Capuano/CUT
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O poder de transferência de votos de Lula, o melhor presidente que o Brasil já teve, continua inabalável. Apesar de o ex-presidente ser mantido preso político há mais de cinco meses em Curitiba, quando é informado que o ex-ministro da Educação Fernando Haddad é o indicado por Lula para substituí-lo como candidato à Presidência da República pelo PT, 22% dos eleitores declaram intenção de voto no petista, revela a nova pesquisa CUT/Vox Populi, divulgada nesta quinta-feira (13).

Neste cenário, que é estimulado pelos pesquisadores que apresentam uma cartela com os nomes dos candidatos, Haddad cresceu de 12% para 22%, entre julho e setembro. O segundo colocado Jair Bolsonaro (PSL), passou de 16% para 18%; Ciro Gomes (PDT), foi de 9% para com 10%; Marina Silva (Rede), caiu de 11% para 5%; Geraldo Alckmin (PSDB), também caiu, de 7% para 4%.

 

Já Henrique Meirelles (MDB), tem 2% das intenções de votos; João Amoêdo (Novo) e Álvaro Dias (Podemos), 1%, cada; outros candidatos tem 1%. Ninguém, brancos e nulos alcança 21%, e não sabe não responderam, 16%.

 

53% já sabem que Haddad é o candidato de Lula

Mais da metade dos brasileiros (53%) já sabe que Lula apoia Haddad para substituí-lo como candidato da coligação “O Povo Feliz de Novo”, que reúne o PT, o PC do B e o Pros, que tem Manuela d’Ávila como candidata a vice.

 

De acordo com a pesquisa, entre julho e setembro, o percentual dos que conhecem Haddad aumentou de 27% para 42%.

Segundo turno

Em todas as simulações de segundo turno em que o nome de Haddad é apresentado como o candidato de Lula, o petista está à frente de quase todos os outros candidatos.

Se o segundo turno for contra Bolsonaro. Haddad tem 36% das intenções de votos contra 24% do deputado do PSL.

Contra Alckmin, o percentual de intenções de votos em Haddad é de 37% contra 13% do ex-governador de São Paulo. Se for Marina, a candidata da rede 37% e Haddad 32%. A pesquisa CUT/Vox não fez simulação de segundo turno contra Ciro Gomes.

O poder de Lula no Nordeste

As intenções de voto em Haddad cresceram em todas as regiões do País, em especial, no Nordeste, onde Lula sempre foi o mais votado em todas as eleições.

Entre julho e setembro, as intenções de voto em Haddad pularam de 14% para 31% no Nordeste. Em segundo lugar vem a Região Sudeste, onde as intenções variaram de 12% para 20%; seguido do Centro Oeste/Norte, de 12% para 19%; e Sul, de 10% para 11%.  

Sobe avaliação positiva de Haddad. Bolsonaro é o pior avaliado

Entre os que conhecem bem e mais ou menos, a avaliação positiva de Haddad é maior do que a dos demais candidatos pesquisados. Haddad é avaliado positivamente por 33% dos brasileiros; Ciro é o segundo melhor avaliado pelo povo, com 31%. Na sequência, vêm Bolsonaro, com 28%, Marina, com 22%; e Alckmin, com 20%.

Já a avaliação regular registrou variação maior. Haddad (36%), Ciro (44%), Bolsonaro (18%), Marina (50%) e Alckmin (37%).

O pior avaliado pela população é Bolsonaro, cujo percentual negativo atingiu 53%.  Em segundo lugar vem Alckmin, com 40% de avaliação negativa, seguido de Haddad (29%), Marina (26%) e Ciro (21%).

Bolsonaro

Dos 92% que souberam que o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi agredido em Minas Gerais, 64% acreditam que foi o ato de uma pessoa desequilibrada, com problemas mentais. Outros 35% acham que foi uma agressão política, um atentado organizado e planejado.

Perguntados se acreditavam que o atentado mudaria os rumos da eleição, 49% respondeu que não, o atentado não mudaria o voto das pessoas. Outros 33% acham que pode rumar o rumo e fazer as pessoas votarem em Bolsonaro.

A pesquisa CUT/Vox Populi foi realizada entre os dias 7 e 11 de setembro. Foram ouvidas 2.000 pessoas em 121 municípios.

A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Foram entrevistadas pessoas com 16 anos ou mais, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal.  

Confira aqui todos os dados. 

 

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