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CUT-SP repudia truculência de seguranças da SEDUC contra Professora Bebel

Deputada Estadual, líder do PT na Alesp e presidenta da Apeoesp foi agredida ao tentar entrar no prédio para conversar com o secretário sobre o fechamento dos CEJAs

Publicado: 19 Novembro, 2021 - 12h45 | Última modificação: 19 Novembro, 2021 - 16h42

Escrito por: CUT São Paulo

CUT São Paulo
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Mais uma vez a Secretaria de Educação (SEDUC) do governo de João Doria (PSDB) demonstra que não tem qualquer disposição de dialogar com os professores da rede pública estadual. De forma unilateral, o secretário de educação, Rossieli Soares, publicou a Resolução nº 119/2021, que prevê a redução do currículo, da carga horária e ameaça o fechamento do Centros de Educação de Jovens e Adultos (CEJAs), que funcionam no horário noturno, com a justificativa de uma suposta ausência de demanda. 

Contra a medida, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) promoveu uma manifestação na porta da SEDUC, na Praça da República, nesta quinta-feira (18), com objetivo chamar a atenção do secretário para que ele ou sua equipe recebesse a direção da Apeoesp e representantes dos professores e das professoras que atuam nos CEJAs e serão afetados com a medida que prejudica também muitos estudantes que não tem como assistir às aulas em outro horário. 

São lamentáveis as imagens divulgadas nesta tarde que mostram a companheira Professora Bebel, presidenta da Apeoesp, deputada estadual e líder da bancada do PT na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), sendo vítima da truculência de seguranças da SEDUC ao tentar entrar no prédio para conversar sobre os prejuízos da Resolução depois de várias tentativas de dialogar e negociar as demandas dos professores e professoras e dos alunos e alunas. 

Diante de mais essa ação covarde por parte de agentes à serviço da Secretaria de Educação do governo Doria que, junto com Rossieli, se destaca como verdadeiro carrasco dos professores, dos profissionais da Educação, do funcionalismo estadual e dos serviços públicos, a direção da CUT São Paulo vem à público manifestar total repúdio à agressão sofrida pela Professora Bebel, uma companheira que nunca titubeou nas lutas em defesa dos direitos dos professores e professoras, do conjunto do funcionalismo, da Educação e dos serviços públicos como um todo. 

Importante lembrar que, em nenhum momento, o secretário se dispôs a receber a Apeoesp ou qualquer representação, fato que motivou a Professora Bebel utilizar sua prerrogativa de deputada estadual no exercício de seu mandato e tentou entrar no prédio da secretaria em busca de diálogo com o secretário que preferiu dar ordens para os seguranças da secretaria barrar a entrada de uma parlamentar eleita pelo voto popular para representar a população do estado de São Paulo, inclusive com uso da força física. 

Não que tal atitude nos surpreenda, pois tal qual Bolsonaro, o uso das forças de repressão e da truculência é uma prática recorrente do governo de João Doria para repelir a luta dos servidores e servidoras públicas estaduais em defesa dos direitos. Entendemos que ações como essas são inadmissíveis e seguiremos ao lado dos trabalhadores e das trabalhadoras e defendendo a legitimidade da representação sindical, a democracia e o combate a toda que qualquer forma de violência, principalmente contra a mulher. 

O governo Doria e seu secretário de Educação parecem desconhecer ou ignorar que nossa Constituição Federal assegura o direito de os sindicatos representarem as respectivas categorias para promover o diálogo, a negociação em inclusive, a greve como forma de pressão para discutir suas reivindicações, bem como o direito dos representantes eleitos pelo voto popular. 

Exigimos respeito e nos somaremos à direção nacional da CUT para denunciar e buscar os meios necessários para evitar que fatos como estes ocorram novamente. 

São Paulo, 19 de novembro de 2021. 

Direção da CUT-SP