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CUT-SP repudia postura inaceitável da MRV de perseguição a trabalhadores

Categoria, em greve desde 13 de julho, busca uma solução da empresa para a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que garantem a segurança no trabalho, e valor justo de PLR

Publicado: 06 Agosto, 2021 - 20h16 | Última modificação: 16 Agosto, 2021 - 14h13

Escrito por: CUT São Paulo

Arte: Maria Dias/CUT-SP
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A Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP) manifesta total repúdio à postura adotada pela construtora MRV Engenharia, que tem perseguido e assediado trabalhadores de Campinas (SP) que resistem em greve na cobrança por respeito e pela garantia de direitos.

A categoria, paralisada desde 13 de julho, busca uma solução da empresa para a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que garantem a segurança no trabalho, itens de higiene nos espaços de uso comuns e a negociação de um valor justo de PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

O Sindicato da Construção Civil, Montagem e Mobiliário de Campinas e Região (Sinticom Campinas) tem tentado diálogo há três anos, mas os representantes da empresa ignoram qualquer tipo de negociação, o que motivou uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Essa ação permitiu o acesso às folhas de pagamentos que a MRV faz aos seus funcionários, onde foram constatados pagamentos com valores de R$ 38 mil reais para cargos do administrativo e gestores, enquanto que somente R$ 390 reais são destinados aos que trabalham nos canteiros de obras.

Ao invés de apresentar uma proposta, a empresa faz o caminho da perseguição, tentando persuadir trabalhadores a furarem a greve ou buscando instrumentos judiciais, como o interdito proibitório, para declarar o movimento paredista como ilegal. Mas nada disso tem dado certo, pois os cerca de 700 trabalhadores estão conscientes de seus direitos e não fazem nada que esteja fora da lei.

Em 16 de julho, a própria MRV pediu intervenção do MPT para mediar a greve. Na ocasião, houve uma oferta de conciliação de um salário nominal para cada trabalhador, o que foi acolhido pela categoria, mas recusado pela construtora. No último dia 3 de agosto, a empresa solicitou no Tribunal Regional do Trabalho da 15º Região uma audiência de conciliação, onde também foi apresentada uma proposta que, novamente, foi recusada.

Causa indignação, ainda, o fato da MRV Engenharia e seu dono, o bilionário Rubens Menin, venderem uma imagem de empresa moderna e socialmente responsável, questões opostas ao que os trabalhadores e as trabalhadoras enfrentam no dia a dia.

Nós da CUT-SP acompanharemos atentamente os desdobramentos desse caso, com total apoio e solidariedade aos que lutam para garantir o mínimo de dignidade no local de trabalho.

São Paulo, 6 de agosto de 2021.

Direção da CUT-SP