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CUT-SP repudia ameaças contra a deputada Professora Bebel

Central se posiciona contra ameaças de deputados do PSL a parlamentares que apostam na democracia

Publicado: 06 Maio, 2019 - 16h22 | Última modificação: 06 Maio, 2019 - 16h28

Escrito por: Redação CUT São Paulo

Arte: Maria Dias/CUT-SP
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A Assembleia Legislativa de São Paulo virou palco de ameaças. Os deputados Douglas Garcia, Adalberto Freitas e Janaína Paschoal, todos do PSL, fizeram falas intimidando os deputados do PT, na quinta-feira (2).

Os principais ataques foram feitos à deputada Maria Izabel Noronha, a Professora Bebel (PT), que também é presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Os debates iniciaram com a deputada Janaína Paschoal fazendo insinuações contra a trajetória política e atuação de Bebel, dando a entender que a parlamentar instrumentaliza a Comissão de Educação.

O deputado Teonílio Barba (PT) procurou mediar a situação, apontando que a democracia pressupõe diversidade de ideias e pensamentos contrários. Mesmo assim, o deputado Adalberto Freitas, do PSL, não conteve as ameaças.

“No meu gabinete tem duas pessoas armadas que me defendem. Se forem lá, no terceiro andar, 3109, peça para ir lá, e vou deixar aqui acertado, viu senhor presidente, se acontecer algum acidente nesta casa, se eu ter de defender a minha integridade e acontecer algum problema de morte nesta casa, a culpa vai ser da senhora, a culpa vai ser da senhora”, disse o deputado, em direção à deputada Professora Bebel (PT).

A CUT São Paulo, diante do exposto, repudia a baixaria criada pelos parlamentares do PSL e as ameaças feitas aos parlamentares do PT, especialmente à Professora Bebel, sinalizando uma resolução de problemas a partir do uso de arma de fogo, o que caracteriza, em nosso entendimento, quebra de decoro parlamentar.

Bebel tem história de luta ao lado dos professores e professoras, do movimento sindical e dos movimentos sociais. O ataque contra ela representa um ataque à democracia e a uma história de resistência construída até aqui e, portanto, deve ser condenado por todos aqueles que lutam por democracia. Repudiamos também a violência que tem chegado a uma proporção inimaginável em nossa sociedade.

Chega de ameaças, chega de mortes, chega de intimidação. Está mais do que na hora de seguirmos no caminho do diálogo para soluções de conflitos e problemas.

Direção da CUT-SP
São Paulo, 3 de maio de 2019.