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CUT-SP reforça compromisso com a luta em defesa dos serviços públicos

Em ato contra o PL 529 de Doria que ameaça de extinção 10 autarquias, institutos e empresas públicas, Douglas Izzo anuncia ferramenta online para pressionar deputados

Publicado: 17 Setembro, 2020 - 10h17 | Última modificação: 17 Setembro, 2020 - 11h01

Escrito por: Redação CUT-SP*

GUILHERME GANDOLFI /AFITESP
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Na tarde dessa quarta-feira (16), centenas de servidores públicos estaduais, sindicalistas, militantes de movimentos sociais e trabalhadores das 10 autarquias, institutos e empresas públicas ameaçadas de extinção pelo projeto de lei (PL) 529/2020 do governador João Doria, que prevê ainda o aumento da contribuição dos servidores públicos paulistas para o Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo), realizaram uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa de SP (Alesp), onde a proposta tramita em regime de urgência.

Apesar de a polícia militar ter impedido que o carro de som do Sintaema chegasse ao ato, na avenida Pedro Alvares Cabral, em frente à Alesp, os organizadores viabilizaram dois megafones que foram utilizados para as falas dos representantes dos sindicatos, centrais, movimentos e parlamentares que são contra o projeto.

A atividade, organizado pelo Comitê de Luta contra o PL 529, formado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo que reúne entidades como a CUT São Paulo e outras centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares, o protesto contra o desmonte das políticas públicas no estado impostas pelo projeto foi marcado pela leitura de um manifesto, além de palavras de ordem, faixas e cartazes reforçando “Não ao PL 529” (hastag que também foi utilizada no twitaço na tarde de quarta).

O documento, assinado por mais de 130 entidades dos movimentos sindical, estudantil e popular, ressalta a importância das autarquias, institutos e empresas públicas para prestação de serviços à população paulista em áreas consideradas essenciais como saúde, moradia, educação, transporte, preservação ambiental, pesquisas, acesso à medicamentos gratuitos e produção agrícola e, ao final, exige que a Alesp rejeite o projeto. Clique aqui para conferir o documento na íntegra.

“Parabéns a cada militante, dirigente e liderança que está aqui hoje desafiando toda dificuldade que nos traz a pandemia, mas tem uma coisa que nos une, que é a vontade de lutar contra um projeto que, se aprovado, vai trazer prejuízos em diversos os setores que prestam serviço público para população do estado de São Paulo”, disse no ato, o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo.

Ao reforçar o compromisso da central na luta contra o desmonte dos serviços públicos no estado e em todo o país, Izzo anunciou importantes ações da CUT São Paulo para contribuir com a luta contra o PL 529.

“Temos que definir os próximos passos da nossa luta e enfrentamento. Nesta quinta-feira (17) lançamos no site da CUT o ‘Na Pressão’, porque temos que pressionar os deputados contra a votação desse projeto. Nesse sentido, nossa central está disponibilizando essa ferramenta para fazer pressão, mas também estamos colocando à disposição da luta dos trabalhadores paulistas toda a estrutura das nossas 19 subsedes para organizar lá na ponta a pressão sobre os deputados, porque deputado e patrão é igual feijão, só com pressão que amolece e consegue mudar o voto desses representantes”, falou. “ Podem contar com CUT, com nossos sindicatos filiados e com toda nossa estrutura no estado de São Paulo para construir a luta para derrotar esse PL 529”, concluiu Izzo.

Presidente do Sindsep e da coordenação do Macrossetor do Serviço Público da CUT-SP, Sérgio Antiquera, lembrou que, quando prefeito de São Paulo João Doria tentou fazer o mesmo com as autarquias da capital. “Não conseguiu mas deixou lá o Bruno Covas que segue o mesmo caminho. Estamos aqui em apoio total aos servidores estaduais, à população do estado de São Paulo e naturalmente a todos trabalhadores que estão aqui na luta em defesa dos serviços públicos e vamos aproveitar esse momento para fazer um grande Fora Bolsonaro, Fora Doria, Fora Bruno Covas, porque temos que tirá-los do poder antes que acabem com os serviços públicos e com os direitos da população”, comentou.

“Tivemos falas aqui com convicções diferentes, mas esse ataque do governo de São Paulo ao patrimônio paulista nos unifica, porque é um ataque não às elites, mas à classe trabalhadora. Doria não é diferente do Bolsonaro é uma BolsoDoria, não adianta ele falar que não tem nada a ver com o presidente porque ele (Doria) é um genocida também. Alguém pode falar, mas hoje vocês estão fazendo ato, cadê o isolamento social? Mas em nome da vida, em defesa dos serviços públicos, nós estamos aqui. Enquanto parlamentar, eu e toda bancada do PT temos o compromisso com o povo paulista. Não defendemos esse modelo de estado que está aí. Defendemos um outro modelo de estado e para isso temos de enfrentar o Doria e tirar esse PL 529, que é a venda do patrimônio paulista. Estão todos de parabéns, porque com muita dificuldade nós fechamos essa avenida”, destacou a deputada estadual Professora Bebel (PT), líder da minoria na Alesp e presidenta da Apeoesp.

Também fizeram uso da palavra o deputado estadual Teonilio Barba, líder da Bancada do PT na Alesp,; Altino Prazeres Jr., presidente da CSP-Conlutas,; Sidnei Pita, da coordenação da União do Movimentos de Moradia de São Paulo; Cleonice Ribeiro, presidenta do SindSaúde; Fábio Moraes, vice-presidente da Apeoesp; Débora Lima, da coordenação do MTST; Caio Iuji, presidente da UEE-SP; Iago Montalvão, presidente da UNE; Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST/Frente Povo Sem Medo e candidato a prefeito aprovado na convenção do PSOL paulistano; Davi, da coordenação estadual do MST; Jilmar Tatto, secretário nacional de comunicação do PT e candidato a prefeito aprovado na convenção do PT da Capital, além de Raimundo Bomfim, da coordenação da Central de Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular.

*Colaborou Alexandre Trindade