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CUT-SP manifesta apoio e solidariedade aos trabalhadores e estudantes da FAG/Uniesp

Moção é encaminhada ao Sinpro Guarulhos, à direção da Faculdade Guarulhos e às comissões de Educação da Alesp e da Câmara Municipal

Publicado: 15 Julho, 2021 - 14h46 | Última modificação: 15 Julho, 2021 - 14h56

Escrito por: CUT São Paulo

Reprodução Google Maps
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A CUT São Paulo está encaminhando ao Sinpro (Sindicato dos Professores e Professoras) de Guarulhos, à direção da FAG (Faculdade de Guarulhos) e às comissões de Educação da Alesp e da Câmara Municipal uma moção de apoio à Greve e a Luta das professoras e dos professores, funcionárias e funcionários, e estudantes da FAG, dirigida pelo grupo UNIESP S.A. No documento, a central também repudia a forma intransigente com estão sendo tratados pelos gestores e mantenedores dessa instituição. 

Os docentes entraram em greve para reivindicar melhores condições de trabalho e pelo não pagamento de direitos básicos como salários, a quitação das férias e os depósitos do FGTS. Ao invés do diálogo, a instituição demitiu professores em greve. 

Além dos inúmeros problemas trabalhistas que a Faculdade acumula, os salários dos docentes estão congelados desde 2017, conforme aponta o Sinpro Guarulhos. Confira artigo da presidenta do sindicato em https://bit.ly/3kigiFd

Por isso, na moção, a CUT-SP também solicita o atendimento das reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras e pede o cancelamento das demissões e de qualquer punição dos grevistas. 

Ao final, além de exigir respeito, o texto reforça a solidariedade da CUT-SP aos professores e às professoras, aos funcionários e às funcionárias e aos alunos e às alunas da FAG/Uniesp. 

Confira a íntegra da moção

 

MOÇÃO DE APOIO E DE SOLIDARIEDADE AOS (ÀS) PROFESSORES (AS), FUNCIONÁRIOS (AS) E ALUNOS (AS) DA FACULDADE DE GUARULHOS –FAG/UNIESP

A Central Única dos Trabalhadores do Estado de São Paulo (CUT-SP) por meio desta manifesta seu irrestrito apoio à Greve e a Luta das (os) professoras (os), funcionárias (os) e alunas (os) da Faculdade de Guarulhos – FAG, dirigida pelo grupo UNIESP S.A, e repudiar veementemente a forma intransigente com estão sendo tratados pelos gestores e mantenedores dessa instituição.

Endossamos aqui a necessidade do atendimento urgente das legítimas reinvindicações de todos os trabalhadores e trabalhadoras e solicitamos que sejam canceladas as demissões e qualquer punição aos grevistas.

Vale ressaltar que os professores deflagraram a greve em função de reivindicar melhores condições de trabalho e pelo não pagamento de direitos básicos e elementares, como salários, a quitação das férias e os depósitos do FGTS.

Lembramos que nossa Constituição Federal, em seu artigo 9º assegura aos trabalhadores (as) o direito de greve como instrumento de defesa de seus direitos. Ademais, conforme aponta o Sindicato dos Professores e Professoras (Sinpro) de Guarulhos, os salários dos docentes estão congelados há pelo menos quatro anos!

Soma-se a isso, os relatos de sucessivos atrasos salariais realizados ao longo do tempo, a situação de descalabro é acompanhada de descaso e negligência ao conjunto de reivindicações apresentadas pelos professores.

O grupo Uniesp possui um vasto histórico de irregularidades trabalhistas. Para se ter uma ideia do tamanho da aberração, os professores em pleno mês de julho não tiraram suas férias. Ao contrário, estão sendo convocados a dar aulas, à revelia dos termos e cláusulas historicamente prevista na convenção coletiva de trabalho.

O profundo cenário de flagrantes violações de direitos é acompanhado pelo fechamento de unidades do grupo sem o pagamento das verbas rescisórias aos professores e funcionários. Acumulam-se os processos na justiça e o grupo, por sua vez, simplesmente não arca com as obrigações trabalhistas vigentes na legislação brasileira.

Exigimos respeito! Protestamos pela imediata reintegração dos demitidos – que querem retornar ao trabalho - e o atendimento das suas legítimas reinvindicações. Por fim, associamos nossa total solidariedade aos (às) trabalhadores (as) da FAG.

Saudações CUTistas

São Paulo, 14 de julho de 2021

Executiva da CUT São Paulo