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CUT-SP lamenta tragédia de Suzano

Caso não pode ser considerado uma ação isolada, pois parte de um contexto de incentivo à violência e ao ódio sob o qual o país tem vivido nos últimos tempos

Publicado: 13 Março, 2019 - 16h31 | Última modificação: 13 Março, 2019 - 17h03

Escrito por: Redação CUT São Paulo

Reprodução
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A Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP) manifesta consternação pela tragédia ocorrida na manhã desta quarta-feira (13) na Escola Estadual Raul Brasil, na cidade de Suzano (SP), vitimando 10 pessoas e deixando 17 feridos.

A direção da entidade expressa seu luto a toda a comunidade escolar e às famílias das vítimas deste que já é o maior atentado a uma escola aqui no estado.

Entretanto, o caso de Suzano não pode ser considerado uma ação isolada, pois parte de um contexto de incentivo à violência e ao ódio sob o qual o país tem vivido nos últimos tempos. Soma-se a isso a defesa do governo de Jair Bolsonaro (PSL) pela flexibilização do porte de armas, que já se provou significar, como vemos nos países onde tal medida é possível, aumento da violência.

O saldo de discursos e ações violentas é que, diariamente, há relatos de centenas de assassinatos brutais envolvendo mulheres, negros, jovens e homossexuais.

Em meio ao sentimento de luto e solidariedade que toma o país neste momento, é assustador que o senador Major Olímpio, do mesmo partido do presidente, tenha sugerido que professores e demais profissionais de escolas trabalhem armados, insinuando que tragédias assim poderiam ser evitadas com mais violência.

Olímpio talvez desconheça que somente políticas públicas efetivas de combate à desigualdade é que podem romper o círculo de violência. O governo não pode transferir para o cidadão o papel de enfrentamento à segurança pública, pois isso pode resultar em verdadeira carnificina.

Direção da CUT São Paulo

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