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CUT-SP lamenta a morte da diva Elza Soares

Sua presença no palco e em qualquer outro espaço era um ato político

Publicado: 20 Janeiro, 2022 - 19h52 | Última modificação: 20 Janeiro, 2022 - 19h56

Escrito por: Redação CUT São Paulo

@danielbarbozarj
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A CUT-SP, por meio de sua Secretaria de Cultura, lamenta profundamente a morte da cantora Elza Soares, aos 91 anos, na tarde desta quinta-feira, 20, por causas naturais.

Filha de operário e lavadeira, Elza teve uma importante trajetória de luta e militância em defesa dos direitos, enfrentando todos os tipos de preconceito por ser mulher e negra. Criada na Favela da Moça Bonita, no Rio de Janeiro, foi obrigada a se casar aos 12 anos, sendo mãe aos 13. Perdeu dois filhos para a fome.

Nos anos 1950, enquanto trabalhava em fábrica de sabão, fez testes em rádios locais e logo chamou a atenção do público. Nos anos 1960 já era considerada uma das principais vozes do samba e, desde então, ganhou o mundo com sua voz potente e única – sendo considerada a Voz do Milênio.

Sua presença no palco e em qualquer outro espaço era um ato político.

Hoje ela faz sua passagem, mas sua história será eternamente lembrada, bem como suas canções seguirão embalando a luta da classe trabalhadora.

Elza Soares, presente!