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CUT-SP e sindicatos ampliam apoio à ONG Meninos e Meninas de Rua

Projeto, em São Bernardo do Campo, pode ser despejado a qualquer momento por ação do prefeito Orlando Morando (PSDB)

Publicado: 22 Outubro, 2021 - 19h32 | Última modificação: 22 Outubro, 2021 - 19h46

Escrito por: Vanessa Ramos e Rafael Silva - CUT-SP

Foto: Vanessa Ramos/CUT-SP
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Na tarde desta sexta-feira, 22, lideranças sindicais estiveram novamente reunidas na sede do Projeto Meninos e Meninas de Rua (PMMR), no centro de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Desde o início de outubro, o local tem realizado atividades de protesto à ação de despejo realizada pelo prefeito Orlando Morando (PSDB).

Entre os presentes estiveram Belmiro Moreira, secretário de Comunicação da CUT-SP e Gheorge Vitti, presidente do Sindicato dos Bancários do ABC.

"O atendimento realizado pelo projeto é fundamental para a cidade, são famílias pobres, principalmente negras, atendidas no local. Há oficinas culturais e de formação cidadã que fortalecem crianças e adolescentes. Estamos falando de transformar o futuro e queremos saber se de fato o prefeito continuará ignorando este trabalho social e dando as costas ao diálogo e à manutenção do projeto", questiona Belmiro.

A solidariedade dos sindicatos fortalece a resistência local, afirma o coordenador-geral do projeto, Marco Antônio da Silva.

"A prefeitura segue nos atacando e não nos dá oportunidade de dialogar. Para nós, entre outros motivos, isso tem um caráter econômico, já que estamos em uma região central, onde a especulação imobiliária está de olho", afirma.

O projeto existe há 38 anos e atende em torno de 700 pessoas mensalmente, com oficinas de cultura, esporte e lazer. O PMMR é também responsável pelo famoso bloco carnavalesco Eureca, que sai às ruas desde 1992 sensibilizando sobre os direitos das crianças e dos adolescentes.

Nesta tarde, 35 cestas básicas foram distribuídas para famílias em situação de vulnerabilidade. A ação ocorre desde o início da pandemia de covid -19 e é uma medida de solidariedade aos moradores da região que viram sua situação se agravar diante da crise sanitária e da falta de políticas de assistência do governo federal.

Desde 2020, a ONG vem recebendo notificações de despejo da prefeitura. A última ocorreu no dia 1º de outubro, em plena pandemia. Além das ações de apoio ocorridas presencialmente na sede do projeto, uma grande mobilização envolvendo artistas, políticos e ativistas tem tomado as redes sociais com a hashtag #OProjetoFica.