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CUT-SP defende a permanência das 450 famílias do acampamento Marielle Vive

Sindicatos e Central manifestam apoio ao MST e aos trabalhadores rurais

Publicado: 24 Novembro, 2021 - 16h22 | Última modificação: 25 Novembro, 2021 - 12h32

Escrito por: CUT São Paulo

Pedro Stropasolas/Brasil de Fato
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Pelo menos 450 famílias podem ficar desamparadas na região de Valinhos (SP).  São famílias do Acampamento Marielle Vive, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que moram no local há três anos e sete meses.

A CUT-SP repudia a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que autorizou no dia 23 de novembro o despejo desses trabalhadores e trabalhadoras. Essa decisão está alinhada a um pedido de reintegração de posse da Fazenda Eldorado Empreendimentos Imobiliários.

A decisão não leva em conta inúmeros fatores que justificam o acampamento no local. E vai na contramão da lei 14.216, de 2021, que suspende remoções forçadas até o dia 31 de dezembro, em consideração à pandemia de covid-19. Esta lei foi promulgada pelo Congresso Nacional em outubro.

A área onde moram as famílias é abandonada e improdutiva. A disputa em questão envolve a ausência de uma política efetiva de reforma agrária no país e também uma discussão de como é perversa a especulação imobiliária capitalista que visa o lucro, mesmo em detrimento do meio ambiente e da realidade social brasileira.

A Central e seus sindicatos defendem a permanência das 450 famílias no local, especialmente num cenário de crise pandêmica, que a área seja regularizada no sentido de garantir que o acampamento se torne um assentamento e que os trabalhadores e trabalhadoras possam ter onde morar, possam produzir alimentos, vender e comercializar produtos agroecológicos, gerando renda e fortalecendo a vida em sociedade.

Direção da CUT-SP
São Paulo, 24 de novembro de 2021.