CUT São Paulo repudia invasão fascista à sede da APEOESP
Publicado: 15 Janeiro, 2026 - 09h55 | Última modificação: 15 Janeiro, 2026 - 10h05
Escrito por: Direção CUT São Paulo
A Direção da CUT São Paulo manifesta seu mais veemente repúdio à invasão da Sede Central da APEOESP, ocorrida na tarde de quarta-feira, 14 de janeiro, na região central da capital paulista. Liderado pelos vereadores, Kleber Ribeiro, do PL de Guarulhos, e Eduarda Campopiano, do PL de Praia Grande, o grupo que promoveu o ato violento era de aproximadamente 15 integrantes do MBL.
Sob o falso pretexto de protesto contra o reajuste do piso nacional do magistério — cujo índice sequer foi divulgado — o grupo promoveu uma ação violenta, intimidadora e antidemocrática contra uma entidade sindical histórica, que há 81 anos é referência na luta em defesa da educação pública, das professoras e dos professores do estado de São Paulo.
A presença de parlamentares em uma ação dessa natureza agrava ainda mais a os fatos, pois revela o uso de mandatos para estimular práticas fascistas, ataques à organização sindical e à liberdade de expressão.
Essa prática é muito comum da extrema direita. Entretanto, agressões verbais, palavras de ódio, intimidações e violência contra trabalhadoras e trabalhadores da APEOESP são absolutamente inaceitáveis e não podem ser naturalizados.
A CUT São Paulo se solidariza à APEOESP, à sua direção, trabalhadores e trabalhadoras, professoras e professores que estiveram presentes e que, com coragem e unidade, defenderam a integridade da entidade e impediram que a violência se aprofundasse.
Exigimos das autoridades competentes a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização de todos os envolvidos.
A democracia não pode conviver com ações de intimidação, invasões e ataques promovidos por grupos que desprezam os direitos trabalhistas, a organização popular e a educação pública. Reafirmamos que a unidade da classe trabalhadora é fundamental para enfrentar o avanço do autoritarismo, defender os sindicatos e seguir lutando por direitos, valorização profissional e justiça social.
Fascistas não passarão!
São Paulo, 15 de janeiro de 2026
Direção CUT São Paulo