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CUT recebe presidente da Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe

Fabian Cardozo é um dos observadores internacionais das eleições presidenciais brasileiras e articula assinatura do Brasil em convenção internacional de proteção aos jornalistas

Publicado: 28 Outubro, 2022 - 23h11 | Última modificação: 28 Outubro, 2022 - 23h18

Escrito por: Redação CUT São Paulo

Divulgação
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Em passagem pelo Brasil para acompanhar o processo eleitoral do segundo turno, o presidente da Associação da Imprensa Uruguaia e da Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe, o uruguaio Fabian Cardozo, teve um encontro com representantes da CUT na sexta-feira, 28.

A reunião com Cardozo, que ocorreu na sede da Central, no centro de São Paulo, contou com a participação, entre outros, do secretário de Administração e Finanças da CUT Brasil, Ariovaldo de Camargo, do secretário de Comunicação da CUT-SP, Belmiro Moreira, e do presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, Thiago Tanji.

Os participantes fizeram uma análise da conjunta política entre os dois países e falaram sobre atuais os desafios da comunicação, em especial, dos conteúdos voltados à classe trabalhadora. Em seguida, Cardozo falou sobre uma convenção em defesa da liberdade do jornalismo – uma espécie de tratado internacional, da qual o Brasil não é signatário. O dirigente uruguaio pretende entregar esse documeto à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, de forma a firmar um compromisso com o tema.

Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o Brasil elevou o número de ataques praticados contra profissionais da imprensa. De acordo com o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2021, publicado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Em 2021, foram 430 casos de agressões a jornalistas e a veículos de comunicação, dois a mais que os 428 registrados em 2020.

“O atual presidente é o inimigo da democracia e da liberdade de imprensa. Bolsonaro incentiva muitos dos ataques aos jornalistas e, em muitas vezes, ele mesmo o faz. Além disso, não preza pela verdade, tanto que é conhecido pela difusão das fake news”, diz Belmiro Moreira, que também é secretário de Comunicação do Sindicato dos Bancários do ABC.