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CUT integra campanha dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência

Em São Paulo, sindicatos se somam às ações de divulgação de informações nas redes sociais e diálogo com trabalhadoras

Publicado: 17 Novembro, 2021 - 13h12 | Última modificação: 17 Novembro, 2021 - 15h23

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Divulgação /CUT-SP
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Uma em cada quatro mulheres foi vítima de algum tipo de violência na pandemia no Brasil. O dado é da pesquisa “Visível e Invisível: A Vitimização de Mulheres no Brasil”, do Instituto Datafolha e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Lançada em junho de 2021, o estudo demonstra que 4,3 milhões de mulheres (6,3%) foram agredidas fisicamente com chutes, socos e tapas. E 25,1% das mulheres que sofreram violência durante a crise pandêmica falam sobre a perda de emprego e a falta de renda como barreiras para que pudessem sair do ciclo de violência.   

Esses e outros temas são abordados na campanha impulsionada pela Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim da violência contra meninas e mulheres do mundo todo, que a CUT integra.

Internacionalmente, ela ocorre em um período de 16 dias de ativismo, com início em 25 de novembro (Dia do Combate à Violência contra a Mulher) e término no dia 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos).

No Brasil, porém, a campanha começa no dia 20 de novembro (Dia da Consciência Negra), totalizando 21 dias de atividades que alertam sobre a garantia de direitos, a discriminação racial e alternativas contra a violência que atinge meninas e mulheres.

“Discutir a violência é urgente, especialmente no momento que passamos de pandemia, de aumento da violência e da fome, da carestia, do feminicídio e do racismo. Temos que levar em conta que o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo”, afirma Márcia Viana, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP.

A dirigente também defende a ratificação da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que entrou em vigor em junho. Ela visa combater a violência e o assédio no ambiente de trabalho.

“A eliminação de todas as formas de violência contra as mulheres é central e deve ser discutida nas escolas, nos locais de trabalho, nos sindicatos e nas famílias”, acrescenta.

Campanha – Em 2021, além de promover oficinas e debates presenciais e no ambiente virtual, o Coletivo de Mulheres da CUT São Paulo promove a organização de 21 cards em menção aos 21 dias de ativismo, com a inserção de fotos diversificadas de mulheres e com frases informando e alertando sobre situações de violência contra as mulheres.

Denuncie – Além dos canais de denúncia como o 180, a Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-SP dispõe de um canal para ouvir e intermediar o apoio a mulheres vítimas de violência. Para reportar qualquer situação, é preciso enviar um e-mail para o endereço bastadeviolencia@cutsp.org.br, com contato e descrição da situação. O sigilo será garantido em todos os casos.