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CUT completa 37 anos com desafio de enfrentar ambiente semelhante ao de sua criação

Criada em plena ditadura militar, Central encara retrocessos, mas com a consciência de sua imensa importância para defender a classe trabalhadora brasileira

Publicado: 28 Agosto, 2020 - 11h35 | Última modificação: 28 Agosto, 2020 - 11h39

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Prefeitura de São Bernardo
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A maior central sindical da América Latina e a quinta maior do mundo, completa hoje 37 anos de existência. Fundada em 1983, em plena ditadura militar, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) ajudou a escrever a história da redemocratização do Brasil e da luta pela emancipação da classe trabalhadora brasileira.

Hoje, após tantas lutas, os desafios impostos pelos novos tempos, de ataque sistemático às conquistas dos trabalhadores, remetem às lutas do movimento no início da trajetória da Central.

“A CUT nasce em plena ditadura militar com uma repressão enorme ao movimento sindical e às lutas populares. Nesses 37 anos de trajetória, ela é respeitada internacionalmente, reconhecida como uma central que contribuiu muito para os avanços e conquistas de direitos da classe trabalhadora”, destacou o presidente da CUT e ex-presidente do Sindicato, Sérgio Nobre.

“Infelizmente na comemoração dos nossos 37 anos estamos vivendo um momento de retrocesso com o governo Bolsonaro que quer a volta da ditadura militar, ataca o movimento sindical, retira direitos da classe trabalhadora e desmonta programas sociais que foram fundamentais para dar cidadania aos mais pobres. Ou seja, 37 anos depois estamos desafiados a vencer a mesma realidade em que nascemos. Mas a direção da CUT atual está muito consciente do seu papel, vamos fazer 40, 50, 60 anos e vamos continuar sendo a maior central sindical do Brasil e da América Latina”.

Henfil e Laerte elaboraram uma cartilha ilustrando as resoluçõesHenfil e Laerte elaboraram uma cartilha ilustrando as resoluções

Ex-presidentes da CUT e metalúrgicos do ABC

Jair Meneguelli

“O início foi muito difícil, a partir da Conclat pretendíamos formar uma única central no Brasil para aglutinar todos os trabalhadores, não foi possível por divergências sindical e políticas, mas seguimos à frente. Participaram da fundação mais de 5 mil delegados trabalhadores da cidade e do campo, não tinha onde dormir, o que comer, estava um frio de rachar, fundamos a Central com todo sacrifício. Percorremos todo o Brasil para debater e mostrar a necessidade de filiação à CUT para sermos cada vez mais fortes. Ao longo desses anos, participamos de todas as lutas sindicais, políticas, de organização da sociedade civil, movimentos populares, Diretas Já, impeachment do Collor, a Constituinte”, destacou.

Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho

“Foram momentos muito bonitos, a nossa CUT foi fundada com essa emoção maravilhosa, com a presença do Chico Mendes, do Lula. Depois que Meneguelli cumpriu muito bem seu mandato chegou a minha vez. Naquele tempo havia um debate que nós aprovamos no Congresso dos Metalúrgicos sobre ser um Sindicato Cidadão. Uma ação muito marcante foi quando decidimos criar o disque escravidão pra denunciar o trabalho escravo no Brasil”, lembrou.

Luiz Marinho

“A CUT representa para a organização da classe trabalhadora uma das decisões mais importantes dos últimos anos 30. É importante lembrar que ela nasceu no cenário de enfrentamento à ditadura, da necessidade de organizar os desorganizados, de representar a luta pela renda e pela sobrevivência dos trabalhadores do campo e da cidade. É a principal central sindical brasileira e um avanço da organização da classe trabalhadora”, afirmou.