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Covid-19: Sindserv Santo André repudia demissão de 479 trabalhadoras da limpeza

O Sindicato e os educadores da rede municipal manifestaram indignação e elaboraram uma carta direcionada ao prefeito Paulo Serra e aos vereadores, exigindo a recontratação dessas trabalhadoras

Publicado: 13 Abril, 2020 - 12h28 | Última modificação: 13 Abril, 2020 - 12h35

Escrito por: Viviane Barbosa - Sindserv Santo André

Reprodução
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A Prefeitura de Santo André suspendeu na última quinta-feira (9) o contrato da empresa Asservo (terceirizada que cuida da limpeza das escolas e creches na cidade) e demitiu em massa 479 trabalhadoras. A decisão foi amparada no Decreto Municipal nº 17.343, de 3 de abril de 2020, que dispõe sobre a suspensão temporária dos contratos administrativos firmados com o município.

O Sindserv Santo André e os educadores da rede municipal manifestaram indignação e elaboraram uma carta, no último dia 9 de abril, que foi  direcionada ao prefeito Paulo Serra e aos vereadores (abaixo) manifestando repúdio contra essa medida desumana, tomada em meio à situação de calamidade pública desencadeada pela contaminação do novo Coronavírus (COVID-19).

“Dispensar estes trabalhadores, que são pais e mães de  família, só irá dificultar mais ainda a recuperação da economia. Temos que exigir que o governo federal dê incentivo aos Estados e municípios para que possam se manter durante esta crise, que é mundial. Um governo forte se faz com políticas públicas, socorrendo na hora em que a população mais necessita. E isso que temos que cobrar de todos os governantes de plantão, em todos os níveis”, reforça a Direção.

O Sindserv Santo André exige que a Prefeitura volte atrás com essa decisão desumana e recontrate as trabalhadoras do setor de limpeza, que podem ajudar neste momento de combate à propagação da COVID-19.

Leia a carta abaixo enviada ao Prefeito Paulo Serra e aos vereadores andreenses

Recebemos com espanto e indignação a notícia da demissão de cerca de 500 trabalhadoras de conservação e limpeza das escolas e creches municipais, entre outros equipamentos da prefeitura de Santo André.

Temos acompanhado o desenrolar da crise sanitária e de saúde pública por conta da COVID19 pelo mundo todo, inclusive na nossa cidade de Santo André. Diferentemente do Governo Federal, aqui tem se feito medidas necessárias para a contenção do vírus de forma a abrandar a aceleração do processo de utilização do serviço público e privado de saúde.

Entretanto, demitir 500 mães e pais de famílias, em meio a uma crise econômica de origem global, é no mínimo muito desumano e um péssimo exemplo de cidadania. 

São trabalhadoras que ganham por volta de um salário mínimo e em geral moram em todas as periferias de Santo André. É sobretudo no setor mais sensível da cidade que vão recair essa crise agora. Sem essa renda, há o temor de  faltar alimentos na casa dessas pessoas, o que é inimaginável qualquer governante fazer nesse tempo em que vivemos.

Poderiam ser utilizadas outras alternativas como realocamento para outras áreas da prefeitura que estão funcionando normalmente, nas próprias escolas que estão fazendo distribuição de kits de alimentação, bem como também em hospitais de campanha, que precisarão ter o máximo de cuidado para nossa população.

Solicitamos a revisão dessa suspensão de contrato, que se abra a negociação com a empresa ASSERVO e que faça a recontratação imediata dessas funcionárias.


Atenciosamente,
FETAM - Federação dos Trabalhadores em Administração Pública do Estado de SP
Sindserv Santo André  - Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santo André