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Contra irregularidades e omissão da Prefeitura de Poá, os médicos decidem por greve

Desde o início da greve, os médicos vêm sendo ameaçados e coagidos por agentes da prefeitura com tentativas de intimidações

Publicado: 26 Novembro, 2021 - 10h29 | Última modificação: 26 Novembro, 2021 - 10h37

Escrito por: Sindicato dos Médicos de São Paulo

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Juliana Salles e Douglas Izzo, dirigentes da CUT-SP, em apoio aos médicos de Poá

Os médicos do Município de Poá iniciaram uma greve nessa última segunda-feira (22/11), ainda pela manhã. As motivações que levaram os trabalhadores do Hospital Guido Guida a tomarem a decisão são o baixo contingente de médico na unidade, bem como reivindicações contra a perseguição aos servidores, pelo pagamento de horas extras, férias e folgas. Vale dizer que o hospital sofre com a precarização devido à redução do quadro de profissionais e a ausência de concursos.

Desde o início da greve, os médicos vêm sendo ameaçados e coagidos por agentes da prefeitura com tentativas de intimidações, como ataques a manifestantes, abertura de sindicâncias infundadas, ameaçando inclusive o direito do trabalhador a realização de greve.

Destacamos que nos últimos dias havia em média um clínico e um pediatra em todo Pronto Atendimento. O Hospital Guido Guida Poá, que já foi maternidade e referência na região, desde o ano passado, vem sendo muito utilizado pela população na pandemia. Porém, com o sucateamento do hospital, há um risco eminente da população ficar completamente desassistida.

Assim, os médicos vêm apelando para que a população participe das reivindicações como a do ‘Concurso Já’ para os servidores de saúde; reforma estruturais; abertura para atendimento total com a presença de sete a oito médicos na unidade; preservação do caráter municipal do hospital; reabertura do segundo e terceiro andar da unidade e a paralização do processo de terceirização.

A terceirização consiste na entrega de milhões de reais dos cofres públicos para a iniciativa privada. Recursos esses que poderiam estar sendo pagos aos profissionais de saúde, que ainda não possuem a garantia do pagamento das férias e das horas extras, e revertidos para reformas e outras melhorias no hospital.

Ainda na terça-feira (23), diretores do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), junto a representantes dos médicos do Hospital Guido Guida, estiveram na Câmara dos Vereadores do município, reunidos com dois vereadores, o Presidente da Câmara o Diogo Pernoca (PTB) e o Vereador Edinho (PODE).

Foi solicitado formalmente, através de ofício na semana passada, que a Câmara realize audiências públicas, em que serão exigidas respostas tais quais o porquê da terceirização do hospital, assim como a urgência de se abrir um diálogo com os trabalhadores sobre o que acontecerá com eles.

Na noite de quinta (25/11) estava prevista uma Assembleia com os médicos para deliberar sobre a greve e os próximos passos das mobilizações. 

Notícia publicada no site do Simesp.