MENU

Conclat 2026: Sindicatos CUTistas de São Paulo ocupam as ruas de Brasília

Centrais sindicais entregam pauta da classe trabalhadora ao Congresso e ao presidente Lula

Publicado: 16 Abril, 2026 - 14h12 | Última modificação: 16 Abril, 2026 - 15h05

Escrito por: Laiza Lopes - CUT São Paulo

Dino Santos
notice

Sindicatos CUTistas de todo o estado de São Paulo fortaleceram a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), realizada na quarta-feira (15), em Brasília. A marcha contou com a participação unitária de todas as centrais sindicais e pela diversidade de ramos e categorias.

A data teve ainda mais simbolismo, graças à ação do governo Lula, que, na noite de terça-feira (14), encaminhou ao Congresso Nacional o projeto que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Essa é uma pauta histórica das centrais sindicais e é uma das reivindicações mais importantes da Marcha da Classe Trabalhadora. 

“Foi uma mobilização potente. Estiveram presentes vários ramos de diversas categorias engajados na luta. Conseguimos entregar as principais reivindicações da classe trabalhadora e agora vamos pressionar o Congresso Nacional para pautar o projeto da redução de jornada sem redução de salário, pelo fim da escala 6x1, enviado pelo presidente Lula”, reforça o presidente da CUT-SP, Raimundo Suzart.

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por CUT São Paulo (@cutsaopaulo)

 

A mobilização também defendeu a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 7.500, regras mais justas para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o fortalecimento das negociações coletivas e a garantia desse direito no setor público. 

Além disso, o combate ao feminicídio foi tema presente no ato, tendo em vista a crescente da violência de gênero - São Paulo tem sido o pior estado para a vida das mulheres, com 270 casos de feminicídio apenas em 2025.

“O recado das ruas é que não podemos mais tolerar qualquer ato de violência contra a mulher e feminicídio”, ressalta Raimundo.

Centrais entregam pauta ao presidente Lula

Após a Marcha e a chegada da militância na Esplanada dos Ministérios, as centrais sindicais realizaram reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e também se reuniram com o presidente Lula para a entrega da agenda das centrais para 2026-2030, com 68 itens fundamentais para a classe trabalhadora. 

O documento reconhece que, desde as eleições de Lula, avanços importantes foram conquistados, entre eles: crescimento expressivo do emprego formal, a valorização do salário mínimo, reajuste da tabela do IR, lei da igualdade salarial entre homens e mulheres. 

Acesse o documento na íntegra

O material vai além das demandas imediatas e prepara para as mudanças estruturais no mundo do trabalho, destacando o combate à pejotização, regulamentação do trabalho por aplicativos, e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

Em sua fala, Lula abordou sobre o enfraquecimento das entidades sindicais nos últimos anos. O presidente criticou medidas de governos anteriores que reduziram a capacidade de organização dos trabalhadores. “Sem dinheiro, o sindicato não consegue se organizar, não consegue fazer protesto”, afirmou.

Durante o encontro, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, reforçou ao presidente Lula a necessidade de atualização do modelo sindical. 

“O grande desafio é a reorganização do nosso modelo sindical, atualização do modelo e fortalecimento do nosso modelo sindical”, disse.

Nobre destacou que o modelo vigente “nasceu para representar os trabalhadores que têm carteira assinada e os servidores públicos que são concursados”, deixando de fora “metade da classe trabalhadora”. O presidente da CUT se refere aos trabalhadores informais, que hoje somam 38,5 milhões de pessoas, de acordo com dados da Pnad Contínua do IBGE referente ao trimestre encerrado em janeiro de 2026.