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Com ampla participação, entidades lançam Comitê de Luta em Osasco e Região

Evento contou com a participação de centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais do município e de cidades do entorno

Publicado: 20 Julho, 2022 - 18h04 | Última modificação: 20 Julho, 2022 - 18h09

Escrito por: Vanessa Ramos, da CUT-SP, em Osasco

Foto: Vanessa Ramos/CUT-SP
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O auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor), na Rua Antônio Bernardo Coutinho, 118, uma travessa do conhecido Calçadão de Osasco, próximo à estação de trem da cidade, reuniu cerca de 100 lideranças sindicais e de movimentos populares nesta quarta-feira (20) para o lançamento do Comitê de Luta em Osasco.

Entre as entidades estiveram a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Intersindical, além de representantes da Frente Brasil Popular, de partidos políticos e de sindicatos de diferentes categorias e municípios do entorno, como apresentou a coordenadora da mesa do evento, a secretária de Políticas Sociais da CUT-SP, Kelly Benedita Domingos.

Em cada região, os comitês cumprem o papel de ampliar o diálogo com a população local sobre os problemas enfrentados pelos brasileiros e pelas brasileiras, como a economia, emprego, saúde e fome, além de apontar os caminhos de luta e desenvolver ações de solidariedade.

Presidenta da CUT-SP, Telma Victor falou sobre a luta por direitos e por democracia diante de um Brasil com ampla desigualdade social.

"Podemos ter divergência em várias questões, mas temos unidade quando o assunto é o ataque contra a classe trabalhadora. A criação deste comitê representa o diálogo com a população que sente na pele a fome, a pobreza, a miséria", afirmou.

Bancário, vice-presidente e coordenador da subsede da CUT-SP em Osasco, Valdir Fernandes, mais conhecido como Tafarel, complementou a fala de Telma ao lembrar dos 33 milhões de brasileiros que passam fome no Brasil.

Os dados trazidos por Tafarel são do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), divulgado em junho.

“Perto da minha casa tem um sacolão e vemos pessoas na porta esperando as sobras de alimento. É humilhante”, disse Tafarel, ao lamentar que o país tenha voltado ao patamar de 30 anos atrás.

Foto: Vanessa Ramos/CUT-SPFoto: Vanessa Ramos/CUT-SP

Unidade nas ações

As ações das entidades se darão nas portas de fábrica e nas ruas, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, Gilberto Almazan, ligado à Força Sindical.

O dirigente também destacou a eleição em 2022 para presidente da República, governador, senador, deputados federais e deputados estaduais.

“Precisamos eleger candidatos comprometidos com o país para reverter muitas das barbaridades feitas na educação, na saúde, no meio ambiente, na Previdência e contra os direitos trabalhistas.”.

Neste sentido, a conjuntura econômica e política brasileira exige reflexão e trabalho em unidade, avaliou José Gonzaga da Cruz, da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

“O povo precisa ter esperança, ser feliz, ter comida, ter escola, saúde, políticas públicas de qualidade, que o filho do pobre possa ser doutor e viajar de avião, como foi possível durante os governos de Lula”, defendeu o representante sindical. 

Para o coordenador estadual por São Paulo da Intersindical, Antônio Carlos Cordeiro, os comitês nascem com o propósito de discutir a realidade brasileira e das localidades, a fim de ampliar o diálogo com a população em todo e qualquer espaço na sociedade.

“Os comitês podem ser criados em casa, nos locais de trabalho, nas ruas, em todos os lugares. É uma iniciativa que precisa envolver milhões de pessoas”, resumiu.

Comunicação e campanhas

Vice-presidente do Secor, Luciano Leite, anfitrião da atividade, também chamou atenção para as eleições em outubro no país e a responsabilidade de cada cidadão nesse processo.

“O comitê precisa ser expressão real daquilo que a gente representa e considerar as diferentes lutas sociais por direitos humanos como a das mulheres, dos povos indígenas, do movimento negro, da classe trabalhadora.”.

Ao final do evento, o secretário de Comunicação da CUT São Paulo, Belmiro Moreira, falou sobre a importância da comunicação sindical para o diálogo com a classe trabalhadora.

Segundo o dirigente, a proposta dos comitês é também mobilizar a classe trabalhadora para a luta por direitos utilizando o espaço virtual, numa extensão do que já ocorre nos locais de trabalho e nas ruas.

O metalúrgico e secretário-geral da CUT-SP, Daniel Calazans, explicou ainda sobre a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado propondo um Projeto de Lei (PL) de Iniciativa Popular que será protocolado nas câmaras municipais. A iniciativa cobra uma discussão sobre a criação de mecanismos que auxiliem no transporte das pessoas desempregadas.