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Cinema dos Metalúrgicos consolida 2025 como ano de expansão, diversidade e diálogo

Projeto cultural do Sindicato promoveu sessões gratuitas, debates e ações solidárias ao longo de 2025

Publicado: 06 Janeiro, 2026 - 14h21

Escrito por: Egle Lima - Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região

Foguinho/Imprensa SMetal
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O ano de 2025 marcou um novo e importante capítulo na trajetória do projeto de cinema do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região. Antes conhecido como Cine SMetal, o projeto passou a se chamar Somos+ Cinema, reafirmando seu compromisso com a diversidade, a pluralidade de vozes e o fortalecimento da cultura como ferramenta de transformação social.

Ao longo de 2025, o Somos+ Cinema promoveu mais de 20 encontros gratuitos, exibiu mais de 40 obras audiovisuais e recebeu mais de 44 convidados e convidadas especiais, entre artistas, realizadores, profissionais da saúde, pesquisadores e representantes de movimentos sociais. Os números reforçam a consolidação do projeto como um espaço permanente de cultura, formação e debate em Sorocaba e região.

A temporada teve início em maio, com a exibição do documentário “Documenta Jacinta”, que lotou o auditório do Sindicato e abriu espaço para uma roda de conversa sobre luta antirracista, memória e história, já sinalizando o tom do que viria a seguir: cinema como encontro, reflexão e ação política.

Cinema, diálogo e solidariedade

Mais do que sessões de cinema, o Somos+ Cinema se firmou em 2025 como um espaço de encontros potentes entre o público e convidados de diferentes áreas, fortalecendo o diálogo direto e a troca de experiências. Todas as sessões foram gratuitas e, como gesto de solidariedade, o público foi convidado a doar alimentos ao Banco de Alimentos de Sorocaba, reforçando a conexão entre cultura, cidadania e compromisso social.

Entre os convidados e convidadas especiais estiveram o ator e diretor Caco Ciocler, que participou do debate após a exibição do documentário “Partida”; a atriz Samira Carvalho, presente na Mostra Pindorama de Cinema em bate-papo após o filme “Malês”; além de profissionais que ampliaram o debate para além da linguagem audiovisual, como a psicóloga Kátia Leite, convidada no Setembro Amarelo, e Érica Mora, presidente da Liga Sorocabana de Combate ao Câncer, em sessão dedicada ao cuidado, acolhimento e saúde das mulheres.

Esses encontros, somados à diversidade das obras exibidas e ao engajamento solidário do público, reforçaram o caráter do projeto como espaço de escuta, reflexão coletiva e construção de conhecimento.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, Leandro Soares, o Somos+ Cinema vai além da exibição de filmes.

“O Somos+ Cinema é um espaço de formação, acolhimento e construção coletiva. Cada encontro amplia o diálogo com a sociedade e fortalece valores como democracia, diversidade e dignidade humana”, afirma.

Curadoria comprometida com diversidade

A curadoria do projeto, assinada por Renata Rocha, foi fundamental para garantir uma programação diversa, plural e conectada com pautas sociais, valorizando produções locais, nacionais e independentes.

“O Somos+ Cinema é pensado como um espaço onde o cinema ultrapassa a tela e se transforma em diálogo, escuta e transformação social”, destaca.

Mostra Pindorama e ampliação do projeto

Um dos grandes marcos do ano foi a realização da Mostra Pindorama de Cinema em Sorocaba, integrando a programação do Somos+ Cinema e ampliando o alcance do projeto com exibições, debates e atividades formativas.

Além da difusão cultural, o Somos+ Cinema manteve seu compromisso social ao longo do ano, incentivando ações solidárias em parceria com o Banco de Alimentos de Sorocaba e com a Campanha Natal Sem Fome 2025.

Cultura como direito e futuro

Ao encerrar a programação de 2025, o Somos+ Cinema reafirma seu papel como um projeto consolidado, que transforma o Sindicato em um espaço vivo de cultura, debate e participação popular.

“A mudança de nome para Somos+ Cinema simboliza que somos mais quando estamos juntos, quando ampliamos vozes e garantimos o acesso à cultura como um direito”, conclui Leandro Soares.