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Centrais farão assembleia contra a reforma da Previdência dia 20 em São Paulo

Ação repudia promessa de reforma previdenciária feita pelo governo Bolsonaro

Publicado: 07 Fevereiro, 2019 - 17h54 | Última modificação: 07 Fevereiro, 2019 - 18h26

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Roberto Parizotti/CUT
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No dia 20 de fevereiro, a CUT e demais centrais sindicais - Força Sindical, CTB, Intersindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e CSB – realizarão uma assembleia nacional da classe trabalhadora, a partir das 10h, na Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo.

Definida pelas centrais como Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência Pública e Contra o Fim da Aposentadoria, a data mobilizará o conjunto dos trabalhadores com a realização de atos e protestos em todo país. 

Nesta quinta-feira (7), em Brasília, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que a proposta de reforma previdenciária deve ser apresentada pelo governo Bolsonaro entre os dias 19 e 21 de fevereiro, a depender da saúde do presidente eleito.  

O movimento sindical promove campanha permanente contra a proposta de reforma da Previdência prometida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) desde novembro do ano passado. O governo defende a capitalização com contas individuais, que substituiria o atual sistema de repartição, financiado de modo tripartite, ou seja, que conta hoje com a participação do Estado, empresas e trabalhadores.

Na prática, lembra o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, o modelo de capitalização mexerá na estrutura do sistema de seguridade social e fará com que os trabalhadores se aposentem com um valor inferior ao salário mínimo.

“Será uma tragédia social se isso acontecer porque os bancos, seguradoras e até os fundos de pensão de estatais irão administrar a poupança individual dos trabalhadores da forma como eles quiserem. Da forma como for melhor para eles apenas”, explica.

O que o governo Bolsonaro está fazendo, completa o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, é jogar no lixo uma conquista da Constituição Federal de 1988 que dá seguridade a todos os grupos que compõem a classe trabalhadora, sejam os urbanos, rurais, pessoas doentes, inválidos, acidentados.

“O projeto desse governo é o símbolo da desesperança dos jovens, é a pobreza bruta estampada no Brasil do futuro. É a fome, o desemprego, uma vida sem dignidade na velhice”, conclui.

Clique aqui para baixar o jornal produzido pelas centrais sindicais

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