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Catedral da Sé terá ato inter-religioso, no sábado (16), por Bruno e Dom

Publicado: 14 Julho, 2022 - 18h14 | Última modificação: 15 Julho, 2022 - 10h58

Escrito por: Redação CUT São Paulo

Arte: Maria Dias/CUT-SP
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A Catedral da Sé, no centro de São Paulo, sediará no próximo sábado, 16 de julho, um ato inter-religioso para afirmar o posicionamento contra a violência, a defesa da liberdade e em memória ao indigenista Bruno Pereira e ao jornalista inglês Dom Phillips, assassinados no mês passado na Amazônia.

O ato, que terá início às 10h, está sendo organizado pela Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz, em parceria com a Comissão Justiça e Paz de SP, a Comissão Arns, o Instituto Vladimir Herzog e a OAB-SP, e tem o apoio das centrais sindicais CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Intersindical, Intersindical Instrumento de Luta, CSP-Conlutas, Nova Central e Pública.

Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e que morreu no dia 4 de julho, também será lembrado no evento.

Em manifesto assinado pelas entidades, é chamada a atenção para a escalada da violência contra os povos indígenas e tradicionais, que é “resultado de um sistema econômico e político que mata e desmata”.

A expectativa é que outras ações de violência, frutos de influência política, como o assassinato do guarda municipal e dirigente do PT, Marcelo Arruda, sejam lembradas, bem como serão cobradas iniciativas de promoção da paz e da liberdade.  

Estão previstas as participações de sacerdotes e ministros de diversas crenças religiosas, como católicos, anglicanos, metodistas, pentecostais, judeus, muçulmanos, bahá’ís, budistas, kardecistas, povos tradicionais de matrizes africanas e membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, além de representantes de povos indígenas, defensores dos direitos humanos e representantes da sociedade civil.

Também são aguardadas as presenças de Beatriz Matos, viúva de Bruno, e Alessandra Sampaio, viúva de Dom, além do cantor Chico César, das cantoras Daniela Mercury, Marlui Miranda, Tati Helene e o coral indígena Opy Mirim.