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Caso Odebredcht: Conticom alerta sobre os 60 mil empregos em risco

Em nota, presidente da Confederação dos Trabalhadores da Construção propõe diálogo social

Publicado: 19 Junho, 2019 - 15h58 | Última modificação: 19 Junho, 2019 - 16h01

Escrito por: Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores da Indústria da Construção e Madeira da CUT

Arquivo Agência Brasil
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A Odebrecht, uma das maiores empregadoras brasileiras do setor da construção,  entrou com pedido de recuperação judicial nesta semana. A notícia assusta, mas não é nenhuma surpresa. Devastada pela Operação Lava Jato e com dificuldades para honrar acordos de leniência para a quitação de dívidas oriundas de condenações por corrupção,  a empresa vem tentando há meses, sem sucesso, se recuperar extrajudicialmente.

Acatada pela Justiça nesta terça-feira, 18, sua recuperação judicial terá relevância extrema, tanto sob o ponto de vista econômico, quanto social.

A insegurança sobre a empregabilidade de cerca de 60 mil trabalhadores diretos é imensa. Se nada der certo, o preço maior será pago pela sociedade. Num país onde 12,5% dos trabalhadores não encontram emprego; em que o trabalho precário e desprotegido dos direitos está em alta; e a economia vai de mal a pior, a inviabilidade de uma empresa como a Odebrecht significará a ampliação do desemprego no setor da construção e outros setores industrias, gerando consequências drásticas para economia do país.  

A crise na Odebrecht afeta não só trabalhadores da construção, mas também outras indústrias em que a empresa atua. Neste sentido, ela deve ser pauta de um grande diálogo social envolvendo órgãos públicos, entidades representativas dos trabalhadores e a própria gestão da empresa.

Está em jogo uma renegociação do acordo de leniência junto ao Ministério Público Federal, que terá o poder de decidir questões altamente importantes para o futuro de milhares de trabalhadores e trabalhadoras. Trata-se de um assunto de extrema relevância para a classe trabalhadora, especialmente àqueles cujos empregos estão direto ou indiretamente ligados à empresa.

Por esta razão, a Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores da Indústria da Construção e Madeira da CUT (Conticom), em conjunto com o Macrossetor da Indústria da CUT, provocará o diálogo social e promoverá a ação sindical necessária para que a empresa e os órgãos governamentais tratem o assunto de forma a preservar os empregos e os direitos de milhares de brasileiros e brasileiras.

São Paulo, 19 de junho de 2019.

Claudio da Silva Gomes – Presidente da Conticom