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Canal 247 entrevista secretário-geral, João Cayres, sobre situação da Ford no Brasil

Dirigente da CUT-SP fala sobre fechamento da empresa no país após 102 anos

Publicado: 14 Janeiro, 2021 - 02h15 | Última modificação: 14 Janeiro, 2021 - 02h22

Escrito por: Redação - CUT São Paulo

Foto: Divulgação
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O secretário-geral da CUT-SP, João Cayres, falou ao canal 247 nesta semana, em entrevista aos jornalistas Rodrigo Vianna e Dafne Ashton.

A edição de segunda-feira (11) tratou sobre o fim da produção de carros da Ford no Brasil, com o fechamento de suas fábricas, e o comunicado do Banco do Brasil de desativar 361 agências e desligar 5 mil funcionários por meio de dois programas de demissão voluntária.

Após 102 anos operando no Brasil, a empresa anunciou que irá encerrar a produção de veículos. De acordo com a Ford, as três fábricas, em Camaçari (BA), em Taubaté (SP) e em Horizonte (CE) serão fechadas.

A justificativa da montadora é a reestruturação na América do Sul. Segundo ela, a pandemia de covid-19 ampliou a “capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”.

Como trabalhador da Ford, Cayres lembra que o caso mais recente de fechamento ocorrido na fábrica de São Bernardo do Campo foi traumático ao país. “A Ford no ABC tinha uma rede muito grande de caminhões. Só na rede de concessionária havia mais de 5 mil funcionários”, afirma.

Cayres explica que outras empresas no ABC, a exemplo das autopeças, foram fechadas a partir da decisão de fechamento da Ford em São Bernardo do Campo, em 2019.

“Umas fecharam, outras transferiram parte de sua produção que era pequena para o interior paulista. A mesma coisa vai acontecer em Taubaté, por exemplo. Na Bahia será mais complicado porque não estamos falando só da fábrica, existe um complexo forte que tem em torno de 10 mil trabalhadores entre funcionários da Ford e de autopeças ao redor”, explica o dirigente.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra