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Câmeras são retiradas do Hospital de Clínicas de SBC, após pressão sindical

A luta sindical segue para a segunda parte da ação civil pública, que é a indenização por danos morais

Publicado: 13 Julho, 2023 - 13h36 | Última modificação: 13 Julho, 2023 - 13h48

Escrito por: Maria Helena Domingues/SindSaúde ABC | Editado por: Revisão CUT-SP

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Resultado da pressão sindical, a Prefeitura de São Bernardo retirou na terça-feira (12) as câmeras instaladas nos vestiários feminino e masculino dos funcionários(as) do Hospital de Clínicas Municipal de São Bernardo do Campo (SP).

A determinação de retirada das câmeras foi dada pela Justiça de São Bernardo, que acatou ação civil pública movida pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Saúde do ABC (SindSaúde ABC). A decisão judicial foi rápida: saiu ontem à tarde, um dia após a entrada da ação, dando cinco dias para a retirada das câmeras, mas a ordem foi cumprida no dia seguinte.

Por volta de meio-dia do dia 12 de julho, o presidente do SindSaúde ABC, Almir Mizito, foi até o Hospital de Clínicas, no bairro Alvarenga, para constatar a retirada dos equipamentos de vigilância. “Realmente não estão mais lá; essa parte está resolvida”, disse. Ele aproveitou para orientar os trabalhadores(as) da categoria a continuarem denunciando para o Sindicato casos como esse: “Só assim podemos tomar as providências cabíveis”, disse.

DivulgaçãoDivulgação
Na foto estilo selfie, o presidente do SindSaúde ABC, Almir Mizito, faz um registro de dentro do vestiário. Na parte de trás, é possível observar um fio solto no teto do local, onde a câmera estava anteriormente instalada dentro do hospital

Indenização – No entanto, esse episódio lamentável ainda não terminou. “Na ação também estamos pedindo indenização por danos morais individuais e coletivos e esse será nosso assunto na audiência de conciliação marcada para o dia 16 de outubro”, informou Mizito.

Entenda o caso – O Sindicato foi procurado semana passada por trabalhadores(as) do hospital, que denunciaram a presença das câmeras nos vestiários. Também chegaram à entidade fotos e vídeos que comprovam as denúncias.

Indignado, o presidente do Sindicato orientou o Departamento Jurídico da entidade a entrar com a ação civil pública. “Trata-se de uma descarada invasão de privacidade, direito fundamental que está em lei e precisa ser respeitado, mas a Fundação e a Prefeitura de São Bernardo acham que têm o direito de violar a intimidade dos seus funcionários, fazendo um verdadeiro big brother nos vestiários”, afirmou.