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Brasil segue no topo dos países onde mais se mata LGBTs

Para a Secretaria de Políticas Sociais da CUT-SP, dados só reforçam o descaso e a falta de compromisso do país no combate aos crimes envolvendo gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais

Publicado: 17 Maio, 2019 - 16h45 | Última modificação: 17 Maio, 2019 - 16h49

Escrito por: Redação CUT São Paulo

Arte: Maria Dias/CUT-SP
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Relatório divulgado nesta sexta, 17 de maio, aponta que o Brasil registra, em média, uma morte de LGBT a cada 23 horas. O documento, do Grupo Gay da Bahia, aponta que foram 141 mortes de janeiro a 15 de maio deste ano, sendo 126 homicídios e 15 suicídios.

São Paulo é o estado que lidera a lista no país, com 22 mortes. Em seguida, Bahia (14), Pará (11) e Rio de Janeiro (9). Armas brancas e de fogo foram usadas na maioria dos casos. As informações foram publicadas pelo site G1.

O Grupo Gay da Bahia tem como base, para a produção do relatório, notícias publicadas em veículos de comunicação, informações de parentes das vítimas e registros policiais. Com isso, o número de casos pode ser ainda maior por conta da subnotificação.  

Para a secretária de Políticas Sociais da CUT-SP, Kelly Domingos, os dados só reforçam o descaso e a falta de compromisso do país no combate aos crimes envolvendo gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. “Nos últimos anos, o Brasil não criou nenhuma política de criminalização à homofobia. Pelo contrário, grupos políticos e movimentos conservadores espalharam conteúdos falsos, cheios de ódio, distorcendo a luta e reforçando o preconceito contra a população LGBT”.

A dirigente também lembra que o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), tem dados muitos sinais de que não se importa com o tema. “A linha de pensamento deste governo é baseada num pensamento retrógrado, e o mundo inteiro sabe disso. O ministério (da Mulher, Família e Direitos Humanos) que deveria trabalhar com essa população tem uma ministra que acredita em ‘cura gay’”.

Este 17 de maio é escolhido como o Dia Mundial de Luta contra a LGBTfobia. Na data, em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS), após pressão do movimento LGBT, excluiu o termo “homossexualidade” da Classificação Internacional de Doenças (CID).

“A CUT, junto com diversos sindicatos, tem como sua bandeira a luta pelo combate a toda forma de discriminação. Infelizmente, aqui no Brasil, tem piorado a situação a cada dia. A população LGBT é excluída em diversas políticas públicas, da saúde, educação, do trabalho, enfim, o governo federal ignora por completo essa questão e por isso precisamos fortalecer o movimento”, diz o coordenador do Coletivo de Trabalhadores e Trabalhadores LGBT da CUT-SP e metroviário, Marcos Freire.