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Atos nas praças da Sé e da República reúnem 10 mil pessoas em defesa de Lula

Nesta quarta (11), mobilizações ocupam ruas da capital paulista e cidades do litoral e interior; outras ações ocorrem no Brasil e no exterior

Publicado: 11 Abril, 2018 - 18h39

Escrito por: Rafael Silva e Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Imprensa Seeb-SP
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A Praça da Sé, no centro da capital paulista, foi palco de uma manifestação na tarde desta quarta-feira (11) contra a prisão arbitrária do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida no sábado (7). A mobilização reuniu militantes apoiadores e movimentos ligados às frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.  

Presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, lembra que a mobilização se soma a outras que ocorrem em diferentes capitais e municípios do Brasil e em cidades do interior. “Os setores que apoiaram e apoiam a prisão política de Lula atacam não apenas um indivíduo, mas todo o campo progressista e um projeto de país que defende a democracia e os direitos sociais. Por isso, exigimos a sua liberdade imediata e nos manteremos nas ruas até que ele seja solto”, garante.

Enquanto dirigentes discursavam durante o ato, diversas pessoas que passavam pelo local paravam para ouvir e manifestar solidariedade ao ex-presidente, como a enfermeira aposentada Neusa de Jesus.

“O que está sendo feito com Lula acontece todos os dias com todo e qualquer cidadão brasileiro, principalmente os menos favorecidos, os trabalhadores. A prisão dele vai além da sigla de um partido político. Defender Lula hoje é defender a democracia, já que estamos vivendo a ditadura do Judiciário”, avalia.

Para o professor de história, Cristiano Abreu, o que ocorre no Brasil é uma prova de que o Judiciário é seletivo. “Foi uma ação política e injusta. Esse juiz (Sérgio Moro) absolveu a esposa do Eduardo Cunha sobre a qual havia provas e condenou Lula sem provas. Isso é uma excrescência e não podemos compactuar com isso.”.

Coordenador do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Anderson Lopes Miranda lembrou como o Brasil mudou durante os últimos governos democráticos até a chegada do golpe. “Lula tirou muitas pessoas das ruas e ele é um exemplo de vida para nós. Os programas sociais criados durante seu governo melhoraram a vida do povo brasileiro”, diz.

Ao lado de Douglas, Neusa, Cristiano e Anderson, centenas de manifestantes seguiram em marcha da Praça da Sé até a Praça da República, onde ocorre a continuação do protesto, com atividades culturais que, além de reivindicarem a liberdade de Lula, homenageiam a vereadora Marielle Franco (Psol) e o motorista Anderson Gomes, assassinados no dia 14 de março, no Rio de Janeiro. Ao longo deste dia 11, também na capital, movimentos de mulheres protestaram no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) durante a tarde. Outros atos ocorreram em Santos e Campinas.

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