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Ato Dia Mundial da Água: movimentos defendem recurso como direito, não mercadoria

Manifestação em frente à Câmara Municipal de São Paulo se coloca contra a privatização da Sabesp

Publicado: 22 Março, 2024 - 16h27 | Última modificação: 22 Março, 2024 - 17h41

Escrito por: Laiza Lopes - CUT São Paulo

Guilherme Gandolfi / CUT-SP
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Neste Dia Mundial da Água (22/03), a CUT-SP, sindicatos e movimentos sociais ocuparam as ruas, em frente à Câmara Municipal de São Paulo, para reforçar o posicionamento contra a privatização da Sabesp e a defesa do direito à água e ao saneamento básico.

“Água não é lucro, água é vida, é um bem universal que o governo tem que garantir à população. Falar de privatização é falar de desemprego. Milhares de pais e mães de família ficarão desempregados, e mais uma vez, vamos ficar sem saneamento básico nas periferias”, afirma Solange Ribeiro, secretária de Meio Ambiente da CUT-SP.

Guilherme Gandolfi / CUT-SPGuilherme Gandolfi / CUT-SP
Solange Ribeiro, secretária de Meio Ambiente da CUT-SP, em fala durante o ato do dia 22/03

 

Parlamentares do campo progressista também participaram do ato, como o vereador Hélio Rodrigues (PT), que também é presidente do Sindicato dos Químicos de São Paulo, e atualmente faz parte da Comissão Especial de Estudos Relativos ao Processo de Privatização da Sabesp. 

O vereador lamenta a recente aprovação de dois relatórios que apresentam recomendações para a Prefeitura aderir à privatização, uma vez que os documentos não dão conta de explicar o que irá acontecer nos próximos anos, especialmente em relação às crises hídricas e as mudanças climáticas. Hélio e a vereadora Luana Alves (PSOL) foram os únicos que votaram contra os materiais.

“Essa privatização não tem justificativa. A Sabesp já provou a competência dela para prestar o serviço. Eles querem colocar o futuro da população de São Paulo na mão do capital especulativo”, analisa o vereador. 

Desmonte

Nesta semana, a Prefeitura de São Paulo protocolou o PL (Projeto de Lei) 163/2024, que dá abertura para a privatização da prestação de serviço do abastecimento de água e do tratamento de esgoto na capital paulista. 

A proposta agora será encaminhada para a análise das comissões como a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa) e a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente.

Guilherme Gandolfi / CUT-SPGuilherme Gandolfi / CUT-SP

Em 2010, uma resolução da ONU declarou a água limpa e segura e o saneamento como um direito humano essencial. Para isso, movimentos lutam e reafirmam a importância de uma gestão pública, que não trate o recurso como mercadoria.