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Associação que cuida de animais silvestres corre risco de despejo em Jundiaí

Coordenador da subsede da CUT, Douglas Yamagata diz que governo do estado prometeu regularização da área e não cumpriu

Publicado: 21 Maio, 2021 - 16h00 | Última modificação: 21 Maio, 2021 - 17h14

Escrito por: Por Bruno Pavan/ Redação CUT-SP

Divulgação Associação Mata Ciliar
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A Associação Mata Ciliar, em Jundiaí, que trata de animais silvestres resgatados por todo o estado de São Paulo, pode perder 29000 metros quadrados de seu terreno. A concessionária que administra o Aeroporto Comandante Rolim Amaro, a VOA-SP, pediu a desapropriação do espaço dentro do prazo de 48 horas na última segunda-feira (17). A subsede da CUT-SP em Jundiaí está na resistência junto com diversas entidades da região.

A associação firmou uma parceria com o Centro Paula Souza, em 1995, para o uso do terreno. Porém, em 2020, ele entrou em uma lista de leilão de bens do estado e, um ano depois, a VOA-SP pediu a desocupação de 29000 metros quadrados dos 326 500 em que a Mata Ciliar ocupa alegando que a atividade da instituição atrai urubus, o que poderia aumentar o risco de acidentes aéreos. A concessionária afirma que esse espaço foi cedido para o aeroporto por meio de decreto do governo estadual em 1998. Já a Associação da Mata Ciliar respondeu que esse espaço nunca foi alvo de disputa.

O coordenador da subsede da CUT-SP em Jundiaí, Douglas Yamagata, lembrou que o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) garantiu a regularização do terreno para a Associação em 2020, mas que a promessa não foi cumprida.

"Havia uma promessa do governo do estado de que haveria uma regularização dessa área para a associação mas até o momento não houve. Há um descaso do governo tucano frente a essa situação que está colocando em risco a vida de milhares de animais silvestres", denunciou.

Na tarde desta sexta-feira (21) acontecerá uma reunião entre a prefeitura, o governo do Estado, a Voa e a associação para tentar resolver o caso.