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Assaltos a joalherias denotam fragilidade da segurança dos shoppings, diz CNTV

Para Amaro Pereira, também presidente do Sindicato dos Vigilantes de Barueri, é preciso investir em vigilantes treinados e tecnologia

Publicado: 02 Agosto, 2022 - 18h25 | Última modificação: 02 Agosto, 2022 - 18h33

Escrito por: Confederação Nacional dos Trabalhadores em Vigilância

Reprodução
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O assalto a uma joalheria do Shopping Central Plaza, na zona leste de São Paulo, na tarde de domingo, 31 de julho, é mais um entre os 12 casos de roubos a lojas de joias apenas no Estado de São Paulo neste ano. O levantamento foi feito pela TV Globo.

O modus operandi dos bandidos é sempre o mesmo: eles estão armados, entram, roubam, e muitas vezes fazem reféns. Segundo o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Vigilância (CNTV) e presidente do Sindicato dos Vigilantes de Barueri, Amaro Pereira, há falhas graves na segurança dos shoppings.

“Esses assaltos denotam a fragilidade dos planos de segurança dos shoppings. Para reduzir custos, os shoppings trocam os vigilantes qualificados por fiscais de piso, controladores de acesso e atendentes. E com a ‘casa’ totalmente desprotegida os criminosos agem tranquilos”, avalia.

Para ele, shoppings vendem a ideia que existe segurança, mas que isso é uma mentira. “A redução de custo coloca a vida das pessoas que estão dentro dos shoppings em risco. São clientes e lojistas que confiaram suas vidas àquela administração, mas se nada for feito a tendência é piorar”, lamenta.

E qual a solução? Para Amaro só tem uma saída para os shoppings: investir em vigilantes treinados e tecnologia. “Os bancos já passaram por essa situação. Ou investiam em segurança ou seriam sempre reféns. E fizeram a escolha certa”, finaliza.