Artigo: Que prefeitos e prefeitas decretem a suspensão das aulas presenciais já!
Das 17 regiões do Estado, 10 tiveram aumento substancial de internações e ocupação de UTI por Covid-19
Publicado: 23 Fevereiro, 2021 - 17h21 | Última modificação: 23 Fevereiro, 2021 - 17h29
Escrito por: Nilcea Fleury*
É necessária uma reflexão. E, mais do que isso, uma ação clara e contundente da Federação dos Trabalhadores na Educação Pública no Estado de São Paulo (FETE-SP) e de todas as entidades filiadas para interromper, definitivamente, a irresponsabilidade dos executivos municipais que, mesmo tendo em mãos os piores relatórios sobre o avanço da pandemia da Covid-19 em todo Estado, insistem em manter as escolas abertas, a aglomeração de crianças, pais e funcionários. E o que é pior, sem as mínimas perspectivas de que o fornecimento das vacinas contra a Covid-19 cheguem a tempo de evitar o pior.
Das 17 regiões do Estado, 10 tiveram aumento substancial de internações e ocupação de UTI por Covid-19. Já chega a 6,5 mil pessoas. As cidades que beiram o caos são Araraquara, Bauru, Campinas, Grande São Paulo, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, São João da Boa Vista e Sorocaba. Ao todo, são quase 14 mil pessoas internadas, entre enfermarias e UTIs. O número de mortos aumenta e o colapso é iminente.
Uma de nossas entidades filiadas, a APEOESP, por exemplo, ingressou com um mandado de segurança para que fossem suspensas as aulas e atividades presenciais, tanto na rede estadual, quanto municipal em Araraquara e nas cidades do entorno. O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública acatou os argumentos e concedeu a liminar, determinando a suspensão que pleiteou. Dessa forma, os professores e trabalhadores da Educação da cidade ficaram desobrigados a comparecerem às atividades presenciais. A Covid-19 avançou na cidade e o prefeito decretou o lockdown.
Assim, nós da FETE-SP, devemos agir. Há que ser incisivos na reivindicação de decretos municipais que suspendam as aulas presenciais e mantenham o trabalho remoto, até que as vacinas cheguem.
Não podemos nos omitir. Não temos o direito de deixar professores(as) e funcionários(as) da Educação, que por intransigência do poder municipal, expostos ao flagelo da Covid-19.
Mãos à obra.
* Presidenta da Federação dos Trabalhadores na Educação Pública no Estado de São Paulo (FETE-SP)