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Após paralisações em estado de greve, papeleiros de SP não terão perdas salariais

Os três segmentos do setor conquistaram ao menos a inflação de 10,78%, além de aumento real em outras cláusulas econômicas, como a cesta alimentação

Publicado: 30 Outubro, 2021 - 14h07 | Última modificação: 31 Outubro, 2021 - 11h49

Escrito por: Confederação Nacional do Ramo Químico - CNQ

Reprodução CNQ
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Mobilização da categoria em Mogi das Cruzes

Como resultado de difícil processo de negociação, com mobilização da categoria e preparação para a greve, a Campanha Salarial 2021 dos papeleiros de São Paulo fechou novas convenções coletivas, garantindo a reposição integral da inflação nos salários, com índice mínimo de 10,78%, retroativo a 1º de outubro, para os três segmentos do setor: celulose e papel; papel ondulado (papelão); e artefatos de papel.

“Nenhum trabalhador da categoria terá perdas. Em algumas cláusulas, conseguimos até aumento real, como no piso salarial e na cesta de alimentos, em que houve reajuste mínimo de 15%, chegando a 29% no segmento de artefatos”, informa o Secretário Setorial do Papel, Papelão e Celulose da CNQ-CUT, Márcio de Paula Cruz, o companheiro Bob, que também preside o sindicato de Mogi das Cruzes.

O dirigente ressalta que, diferentemente do que muitos pensam, a reposição da inflação não é uma garantia legal.

“Ano a ano, é preciso que o sindicato negocie e organize os trabalhadores na Campanha Salarial. A ação sindical continua sendo nossa única garantia e foi exatamente assim que conseguimos: com as companheiras e companheiros mobilizados, em estado de greve, com paralisações em fábricas importantes de Mogi das Cruzes, Suzano, Piracicaba e Limeira”, avalia Bob, que pela primeira vez coordenou a Bancada dos Papeleiros da CUT.

Artefatos de papel

Para este segmento, o reajuste nos salários chegou em 11%. Para empresas com até 100 empregados, o piso ficou em R$ 1.666,60; para as com mais de 100 trabalhadores, R$ 1.958.

A cesta alimentação ficou em R$ 300,00 e o ticket-alimentação, R$ 35,00 por dia (aumento de 25%).

Papel ondulado

No segmento do papelão, o novo piso salarial ficou em R$ 1.975,60. Já o mínimo para a cesta de alimentos foi fechado em R$ 300,00. As empresas que pagam valor superior a este deverão aplicar o índice de reajuste.

A convenção, com vigência até 1º de dezembro de 2022, também assegura abono de R$ 2.198 (pago em três parcelas) nas empresas com até 300 funcionários/as e de R$ 2.302,00 (em duas parcelas) para com mais de 300 trabalhadores/as.

O auxílio creche ficou em R$ 692,00 e o auxílio por filho excepcional, em R$ 1.377,00.

Papel e Celulose

As trabalhadoras e os trabalhadores deste segmento conquistaram piso salarial de R$ 2.083,40. O abono extraordinário ficou em R$ 2.310,00.

A cesta de alimentos será de R$ 334,00; auxílio-creche, de R$ 695,00; e auxílio por filho excepcional de R$ 1.760,00.