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8 de janeiro: defesa da democracia marca ato na Paulista

Manifestação ressignifica data em que ataques golpistas foram orquestrados à sede dos Três Poderes

Publicado: 09 Janeiro, 2024 - 15h47

Escrito por: Laiza Lopes - CUT-SP | Editado por: Vanessa Ramos

Vanessa Ramos/CUT-SP
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Na segunda-feira (8), dirigentes da CUT São Paulo e demais movimentos sindicais, sociais, populares e estudantis ocuparam o Masp (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista, em defesa da democracia.

A manifestação na capital marcou um ano dos ataques golpistas promovidos por bolsonaristas à sede dos Três Poderes, em Brasília. Com o objetivo de ressignificar a data, os participantes foram às ruas para reforçar a importância do regime democrático.

Douglas Izzo, secretário de Administração e Finanças da CUT-SP, destacou a participação de diferentes movimentos. “Seguimos na luta em defesa da democracia e da reconstrução do nosso país”, diz.

O secretário-geral da CUT-SP, Daniel Calazans também marcou presença no ato. “Referendamos nosso apoio por um Estado justo, fraterno e democrático, com a inclusão e participação de todos”, afirma.

Guilherme Boulos, deputado federal e pré-candidato à prefeitura de São Paulo, fez menção a gerações militantes que promoveram enfrentamentos em defesa do Estado democrático durante a ditadura.

“Lembramos dos lutadores e lutadoras que conquistaram a democracia do Brasil. Geração que foi perseguida e morta para que a gente pudesse estar aqui na Paulista hoje”, ressaltou.

Chega de ataques

Durante o ato, os participantes também manifestaram apoio ao padre Júlio Lancellotti, alvo de uma possível CPI que pretende investigar o trabalho de ONGs que atuam na região da Cracolândia.

Vívia Martins, secretária de Assuntos jurídicos da CUT-SP, endossou o apoio às reinvindicações. “Em São Paulo, não vamos aceitar nenhum tipo de ataque ao padre Júlio Lancellotti”, pontua a dirigente.

Com bandeiras do Brasil, de movimentos populares e de partidos da esquerda, os manifestantes entoavam o coro de “Sem Anistia” e pediram responsabilização para os golpistas que atentaram contra o Estado brasileiro há um ano.

“Hoje é um dia importante para lembrar o tenebroso ataque ocorrido em 2023, para que nunca mais aconteça”, comenta Osvaldo Bezerra, mais conhecido como Pipoka, secretário de Mobilização da CUT-SP, ao comentar que a democracia no Brasil foi atacada por quatro anos, durante o governo Bolsonaro.

O secretário de Comunicação da CUT-SP, Belmiro Moreira, também faz um resgate dos retrocessos vividos entre 2019 e 2022. “Esse ataque foi construído durante quatro anos. Negando saúde, direito, emprego e a diversidade no Brasil. Não podemos aceitar que esse tipo de postura se consolide no país”, conclui.