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31 de março: Nem Ditadura, nem Bolsonaro!

Além de resgatar a luta por democracia e justiça e o luto por todos aqueles que nela tombaram, estamos vivendo num momento de constante ameaça aos direitos e a saúde dos trabalhadores

Publicado: 31 Março, 2020 - 17h18 | Última modificação: 31 Março, 2020 - 17h22

Escrito por: Douglas Izzo - Presidente da CUT-SP

Dino Santos/CUT-SP
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Ao contrário do que o Ministério da Defesa afirmou ontem (30), 1964 não foi “um marco na democracia” brasileira, tão pouco uma ‘revolução ‘como alguns defensores e saudosistas da ditadura militar costumam se referir. O que houve naquele ano foi um golpe que instaurou um regime ditatorial que perdurou por 21 anos! Nesse período vários são os registros de cassações de opositores políticos, exílio, prisões, torturas, censura e desaparecimentos forçados, muitos ainda não esclarecidos.

Durante o regime militar no Brasil, tivemos o registro de maior repressão entre dezembro de 1968, com o Ato Institucional nº 5 (AI-5), e março de 1974, com o término do governo Médici. Esse período ficou conhecido como Anos de Chumbo e foi marcado pelo forte combate entre a esquerda e a extrema-direita, com uso da força policial-militar do Estado, em ações que chegaram a contar com o apoio de organizações paramilitares e até de grandes empresas. O argumento usado para justificar a violência contra quem se opunha ao regime era de combate à ameaça comunista.

Passados 56 anos, percebemos que alguns dos argumentos usados pelos extremistas da direita durante a ditadura ainda estão presentes em nossa sociedade e são constantemente elevados e venerados por quem deveria preservar a nossa democracia já que foram eleitos pelo voto direto do povo. Não podemos aceitar qualquer flerte com esse período sombrio da história do nosso Brasil. Com muita luta, suor e sangue derramado por muitos que acreditaram num país com liberdade e direitos, conquistamos a Democracia com a Constituição de 1988, que tem de ser defendida e respeitada.

Além de resgatar a luta por democracia e justiça e o luto por todos aqueles que nela tombaram, estamos vivendo num momento de constante ameaça aos direitos e a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras, devido às declarações irresponsáveis e genocidas do presidente da República. Por isso, nesta data, além de reforçar nossa luta em defesa da democracia, dos direitos e da liberdade do nosso povo, mostraremos que não queremos nem ditadura, nem Bolsonaro. Vamos ocupar as redes com #DitaduraNuncaMais e fazer muito barulho das janelas, às 20h30, pedindo #ForaBolsonaro!

Douglas Izzo, presidente da CUT-SP