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30 mil servidores de São Paulo protestam contra ameaças do prefeito Ricardo Nunes

Prefeito encaminhou à Câmara pacote de maldades contra o funcionalismo municipal

Publicado: 13 Outubro, 2021 - 19h17 | Última modificação: 14 Outubro, 2021 - 11h43

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo

Elineudo Meira (Chokito)/Sindsep
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Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, participou do ato nesta quarta

Vereadores da Câmara de São Paulo podem votar, a qualquer momento, o Pacote de Maldades encaminhado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que ataca, mais uma vez, o conjunto de servidores e servidoras do município. Diante das ameaças, a categoria lotou as ruas do centro de São Paulo desde o início da tarde desta quarta-feira, 13.

A manifestação, convocada pelos sindicatos que representam o funcionalismo público na capital, começou próximo das 14h em frente à Câmara, na Bela Vista, e reuniu mais de 30 mil pessoas. A CUT-SP participou da luta ao lado de suas entidades, como o Sindsep-SP, o Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), o SinPsi (Sindicato dos Psicólogo de São Paulo), o Sindsaúde-SP, o Sinpeem e o Sindicato dos Enfermeiros de São Paulo.

Elineudo Meira (Chokito)/SindsepElineudo Meira (Chokito)/Sindsep

O chamado Pacote de Maldades inclui os projetos de lei (650/21, 651/21, 653/21 e 659/21) e o projeto de emenda à Lei Orgânica, o PLO 07/21 do Sampaprev 2, que, se aprovados, irão aumentar em 14% o confisco dos servidores que ganham mais de R$ 1.100; aumentar a idade de aposentadoria dos homens de 57 para 65 anos e das mulheres de 56 para 62 anos; instituir a segregação de massas, que separa a previdência em dois caixas diferentes; e capitalizar a previdência dos servidores (o novo caixa será gerido por instituição privada).

A pressão dos trabalhadores na semana passada, em ato que reuniu mais de 5 mil pessoas, fez com que vereadores não votassem o parecer dos projetos na Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJLP). Apesar disso, manobras aceleram a tramitação na Casa, colocando o PLO 7/21 na pauta desta quarta.

Presente no ato, o presidente da CUT-SP Douglas Izzo reforçou a necessidade de cobrar os vereadores para se posicionarem contra o projeto. “Precisamos de unidade das centrais e dos sindicatos que representam os servidores porque somente assim será possível derrotar essa proposta do prefeito, que se inspira nas maldades de Bolsonaro, com a PEC 32, e na de Doria, com o PLC 26. Nós, servidores, faremos o enfrentamento e iremos cobrar individualmente cada vereador para que vote contra, pois, do contrário, daremos o troco nas urnas”.

Alexandre Trindade/CUT-SPAlexandre Trindade/CUT-SP

Alexandre Trindade/CUT-SPAlexandre Trindade/CUT-SP

Em São Paulo, não faz três anos que a Prefeitura realizou uma perversa reforma da Previdência. O Sampaprev, nome dado ao regime previdenciário dos municipais, foi aprovado no dia 26 de dezembro de 2018, um dia depois do Natal, durante a gestão do então prefeito Bruno Covas (PSDB), passando a permitir o confisco de parte do salário dos servidores. Há anos, o reajuste anual da categoria está em torno de 0,01%.

“Em menos de três anos do último confisco, estamos aqui novamente. Eles, Doria, Bolsonaro e Nunes querem acabar com os serviços públicos e com os servidores, prejudicando o atendimento em áreas como na saúde, na assistência, educação. Não podemos fazer lutas separadas, precisamos nos juntar para enterrar esses projetos”, disse Juliana Salles, dirigente do Sindicato dos Médicos de São Paulo e secretária-executiva da CUT-SP.

Presidente do Sindsep-SP, Sérgio Antiqueira disse que o “prefeito Nunes se declarou inimigo dos servidores públicos da cidade de São Paulo ao colocar o Sampaprev 2 escondido na Câmara”. O dirigente parabenizou a mobilização no ato desta tarde, que contou com a presença de parlamentares do PT e do PSOL.

Os protestos desta quarta também reivindicam reajuste salarial para reposição da inflação nos salários, aposentadorias, nos vales refeição e alimentação e a valorização das carreiras do nível básico e médio. No site do Sindsep-SP (clique aqui) é possível acessar uma calculadora virtual que simula o valor do confisco dos servidores.

Uma nova manifestação foi marcada para o dia 20 de outubro, às 14 horas. Até lá, os sindicatos irão organizar reuniões e assembleias com as categorias que representam.

Sindema presente no ato das servidoras e servidores públicos municipais de São Paulo contra o pacote de maldades do prefeito Ricardo Nunes e o SampaPrev 2