MENU

3 de junho: CUT-SP e movimentos realizam ato na Semana do Meio Ambiente

Publicado: 26 Maio, 2022 - 17h52 | Última modificação: 01 Junho, 2022 - 16h20

Escrito por: CUT São Paulo

Divulgação
notice

Na próxima sexta-feira, 3 de junho, a CUT-SP, ao lado de movimentos sociais e populares, organiza o ato Ato da Semana Mundial do Meio Ambiente. Na capital paulista, a atividade terá início às 18h, com concentração em frente ao Masp, na Avenida Paulista, com caminhada prevista para as 19h.

Organizado anualmente em diversas partes do mundo, os atos no Brasil têm ganhado força desde o início da gestão de Jair Bolsonaro (PL) por conta dos desmontes das políticas públicas de defesa do meio ambiente e o desmonte e enfraquecimento dos órgãos de fiscalização.

Por que a CUT-SP chama um ato de rua na Semana Mundial do Meio Ambiente?

Há sérios sinais de que a humanidade dificilmente conseguirá reverter a estimativa de atingirmos um aumento de 2°C em 2037, e de 3°C em 2069; a intoxicação da biosfera e dos ecossistemas pela poluição industrial, bem como a perda de sociobiodiversidade segue em índices atrozes; O planeta segue rumo ao esgotamento de águas subterrâneas, à diminuição da vazão dos rios e à deterioração da qualidade da água; a população está gastando recursos naturais equivalentes à 1,6 planetas terra, ou seja, gasta 60% a mais de recursos que o planeta é capaz de repor/regenerar.

No Brasil, segue o genocídio dos povos indígenas, a PEC 215/2000 (que ameaça terras indígenas e territórios quilombolas com a demarcação a ser feita exclusivamente pelo Congresso – leia-se Bancada Ruralista) e o PL 490/2007 (que estabelece um "marco temporal" em que só serão consideradas terras indígenas os lugares ocupados até 5 de outubro de 1988); a não punição dos responsáveis pelos crimes de Brumadinho, de Mariana e do derramamento de petróleo no Nordeste; o Desmonte dos órgãos de Fiscalização Ambiental (como o Ibama e o ICMBio); o Pacote do Veneno (PL 6299/2002), a liberação e uso recorde de agrotóxicos no país; os índices cada vez maiores de devastação na Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica; o esvaziamento da Política Nacional de Resíduos Sólidos; o “Novo Marco Legal do Saneamento” (Lei 14.026/2020 que privatiza nossos sistemas e ataca nosso Direito Humano à água e esgotamento sanitário); o aumento das desigualdades sociais, a ampliação da pobreza e retorno da fome; as tentativas de acabar com os instrumentos de Licenciamento Ambiental (PEC 65 e PL 3.729/2004); de implantação de um “Novo marco regulatório para o setor de mineração”, que coloca os interesses do setor acima das normas ambientais, de saúde e de segurança das trabalhadoras e dos trabalhadores; de privatização de praias, cavernas; o incentivo ao garimpo ilegal (principalmente em terras indígenas); entre outros ataques socioambientais.

As trabalhadoras, os trabalhadores e as populações vulnerabilizadas, também precisam se articular às agendas comuns de resistência à destruição planetária, já que são sempre os primeiros a sofrerem os efeitos maléficos das crises ambientais, sociais, políticas e econômicas.  Não existe geração de trabalho e renda em um planeta morto e não se pode falar de sustentabilidade com gente desempregada e passando fome.

Tal cenário de retrocessos socioambientais exige reflexão, articulação e luta para frear tais crises e evitar o colapso socioambiental. Deste modo, é preciso lutar por uma transição ecológica justa para as trabalhadoras e os trabalhadores que trate de uma transformação industrial rumo a uma economia de baixo carbono (baixo impacto ambiental) em que trabalhadores dos ramos industriais mais poluidores – como dos combustíveis fósseis – não sejam penalizados pela degradação ambiental que é de responsabilidade das empresas em que trabalham.

Uma transição justa que também aborde a relação mais ampla entre trabalho e sociedade, que aborde não somente o destino das trabalhadoras e dos trabalhadores em si, mas também de famílias, de comunidades e territórios atingidos pelos danos socioambientais não contabilizados nos balanços das empresas. Para isso, é importante destacar que é necessário disputar o Estado e as políticas públicas para efetuar a transição ecológica justa para trabalhadores por meio de processos democráticos participativos que envolvam todas as partes interessadas e atingidas.

Não podemos ficar parados vendo o mundo – e o brasil – acabar! 

Por esses e outros motivos, a CUT-SP se articula junto a diversos movimentos, entidades, coletivos, redes, grupos e pessoas que decidiram convocar um grande ato de rua unificado em prol da vida, em todas as suas dimensões: o Ato da Semana Mundial do Meio Ambiente.

Será em 3 de junho, próxima sexta-feira, com concentração no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, 1578, a partir das 18h.

Na Semana Mundial do Meio Ambiente, haverá ainda diversas atividades, eventos e intervenções, que contam com o apoio da CUT-SP, e que podem ser conferidas na página do Coletivo no Instagram (Clique aqui).

Convidamos todes que resistem à destruição planetária e que lutam pela construção de alternativas econômicas, sociais e culturais ao modelo capitalista atual: sistema que se pauta pelo crescimento econômico infinito, pela geração de lucros crescentes que gera desigualdades, mortes, destruição e colapso socioambiental.

Juntem-se a esse movimento: tomem as ruas, tragam suas bandeiras, suas faixas, suas pautas socioambientais, cantem e gritem por um outro mundo possível, necessário e urgente: um mundo socialmente justo e ecologicamente correto, de solidariedade e de parceria revitalizados, com culturas e modos de vida de baixo impacto ambiental valorizados.

Além da CUT-SP, também participam dessa construção o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Abraços da Guarapiranga, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Corrente Subverta e Corrente Insurgência do PSOL, Povo Guajajara, Povo Pankará, Povo Fulni-ô, Coalizão Pelo Clima, Mandata Ativista, PSTU, Comitê Mestre Môa, Fórum em Defesa da Vida - Jd. Ângela, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT (SEMAD-PT), Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis (MNCR), Frente Ampla Democrática Socioambiental (FADS), Rede Nosso Parque, Fórum Verde Permanente de Parques e Áreas Verdes, Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Fórum Popular da Natureza (FPN), Partido Comunista Brasileiro (PCB-Ambiental), Instituto Agroterra, Movimento pela Educação Ambiental, Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, The Climate Reality Project Brazil, Instituto Ecoar, Cooperativa dos Catadores Seletivos do Parque Cocaia (Cooperpac), mandato da deputada estadual Marina Helou, Frente Parlamentar Ambientalista de SP, Fórum Pela Democracia, Amigos da Mata Esmeralda, Direitos Já! Fórum pela Democracia, Mandata Ativista, mandato da deputada estadual Márcia Lia, Rede Paulista de Educação Ambiental, Sintaema, Sindsep, Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia e Jovens Pelo Clima - SP.

Floresta em pé, fascismo no chão!

SERVIÇO
Ato da Semana Mundial do Meio Ambiente
3 de junho - sexta-feira
18h - Concentração no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, 1578