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17ª Marcha da Consciência Negra de São Paulo será nesta sexta (20) na Paulista

A edição de 2020 traz como lema “Vidas Negras Importam”

Publicado: 17 Novembro, 2020 - 22h31 | Última modificação: 18 Novembro, 2020 - 11h33

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT São Paulo

Foto: Pedro Borges/Alma Preta
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No Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, ocorrerá a 17ª Marcha da Consciência Negra de São Paulo.

O movimento negro, organizações populares e entidades sindicais irão às ruas da capital paulista não apenas para lembrar a morte de Zumbi dos Palmares e de milhares de jovens negros nas periferias, mas para se inspirar na resistência de Dandara, lutar contra o genocídio e por mais igualdade e oportunidade para a população negra num país que tem explicitado cada dia mais o seu racismo.

O ponto de encontro da 17ª Marcha será no vão do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 16h. Logo após, os manifestantes caminharão até o Teatro Municipal, no Vale do Anhangabaú, no centro. A edição de 2020 traz como lema “Vidas Negras Importam”. Confira mais informações sobre a marcha no evento no facebook 

Secretária de Combate ao Racismo da CUT-SP, Rosana Silva destaca o quanto a resistência negra pôde ser vista no último final de semana no país.

 “As eleições mostraram que nossos quilombolas de resistência se manifestaram de uma forma única, ampliando sua representação. Falar de resistência é falar de Zumbi e de Dandara. Foi isso que as urnas mostraram e é por isso que vamos às ruas lutar contra o racismo em suas várias formas. Nossa história de resistência é antiga e juntos somos mais fortes”, afirma.

Neste mês, a dirigente destaca também o lançamento do primeiro canal de denúncias contra o racismo criado pela CUT-SP no estado paulista.

A proposta deste canal, que envolve o acompanhamento de uma equipe de advogados que prestarão atendimento gratuito, é receber denúncias de racismo que ocorram dentro do mundo do trabalho, dar desdobramento e cobrar respostas às instâncias necessárias. (Clique aqui para saber mais)

“Não podemos nos calar, precisamos nos fortalecer e combater o racismo todos os dias”, aponta Rosana.