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Setembro amarelo: Suicídio, intoxicações e agrotóxicos

Publicado: 27 Setembro, 2018 - 00h00 | Última modificação: 27 Setembro, 2018 - 13h22

A prevenção do suicídio tem sido uma grande preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que quer reduzir em 10% a taxa de mortalidade até 2020. Neste mês de setembro (setembro amarelo - mês da prevenção do suicídio), o Ministério da Saúde apresentou os dados de morte por suicídio no Brasil em 2016: 11.433 casos, contra 11.178 de 2015. No mundo todo em 2017 ocorreram 800 mil suicídios, segundo a OMS.

E normalmente as populações mais vulneráveis são as que mais estão sujeitas ao suicídio, e no caso brasileiro são os indígenas, até em virtude da constante pressão e assédio dos grandes latifundiários que avançam em suas terras demarcadas. 

Com o agravamento da crise econômica e o desemprego, entre outras causas, pessoas jovens e velhos estão sujeitas a diversas formas de tentativas de suicídio. Um dos meios mais utilizados para o suicídio é a intoxicação por medicamentos e agrotóxicos, segundo o Ministério da Saúde. As intoxicações se concentram mais no Sudeste: cerca de 49,3% dos casos de tentativas de suicídio. 

É necessário que a saúde mental e qualidade de vida no trabalho seja um fator preponderante como uma proteção efetiva em defesa da saúde no mundo do trabalho. 

Quanto ao meio utilizado de suicídio com os agrotóxicos, fique um alerta: a luta também é pela eliminação daqueles agrotóxicos reconhecidamente cancerígenos, que levam a uma morte lenta via ingestão de muitos alimentos e mesmo por contaminação em ambiente de trabalho, como o Caso Basf/Shell de Campinas. 

Há serviços essenciais de prevenção nestes casos: psicólogos, psicanalistas, psiquiatras e médicos em geral que deverão sempre ser procurados. No serviço público de centenas de municípios do Brasil, no SUS, existem os CAPs (Centros de Atenção Psicossocial).

Em municípios em que existem os CAPs, houve uma redução de 14% do risco de suicídio, segundo o Ministério da Saúde. Interessante que como a crise econômica, política e social tem se agravado a procura pelo CVV (Centro de Valorização da Vida - Tel. 188) dobrou entre 2016 para 2017. O CVV recebeu em 2017 dois milhões de ligações.