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Artigo

Ninguém solta a mão de ninguém

Publicado: 07 Março, 2019 - 00h00 | Última modificação: 07 Março, 2019 - 11h43

O ano de 2019 nos traz enormes desafios na luta em defesa da igualdade, da equidade, da retirada de direitos, contra o fim da nossa aposentadoria e contra todas as formas de violência. 

Não é de hoje que temos enfrentado isso. Há três anos vivemos um golpe político e institucional contra a presidenta Dilma Rousseff. No ano passado, fomos tomadas por um sentimento de indignação quando o nosso presidente Lula foi preso injustamente, num processo sem provas.

Lula é um preso político e, certamente, teria sido eleito em 1º turno nas eleições do ano passado para presidente. Aliás, o mesmo juiz que o condenou sem provas tornou-se ministro da Justiça do governo Bolsonaro. Não é muita coincidência? 

A prisão de Lula já movimentou o mundo inteiro. Hoje ele é indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Muitas mulheres se mantiveram na linha de frente desta resistência exigindo a sua liberdade! Porque lutar pela liberdade de Lula é lutar pelo direito dos que mais precisam.

Com Lula conquistamos a vaga na universidade, o assento no avião, o alimento, a luz para todas, a casa própria, a terra e o alimento plantado por nós mesmas. Lula representa para nós o sonho, a esperança. Ele é o oposto deste governo de ultradireita de Bolsonaro que quer acabar com nossos direitos, nossos empregos e a nossa aposentadoria.

Lutamos por um país justo e igual para todas e todos e é por isso que a nossa voz continuará a ecoar por justiça, pela liberdade de Lula, por Marielle, sempre presente, a nos inspirar em nossas utopias. Exigimos, neste caso, que a investigação de seu assassinato se aprofunde e seja resolvido de uma vez por todas.

Não iremos nos calar! Seja por Lula, por Marielle, pelos que perderam a vida - soterrados pela lama do capital - ou pelos que tiveram de deixar o país para preservar a própria vida e de seus familiares, como aconteceu com o ex-deputado federal Jean Wyllys, ameaçado de morte, numa sociedade em que as instituições brasileiras não conferem mais proteção àqueles que pensam diferente.

É por tudo isso que seguiremos em luta para defender os nossos direitos, a democracia e a liberdade. Ninguém solta a mão de ninguém.

Márcia Viana
Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT São Paulo