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Artigo

Cai o número de acordos e convenções coletivas e golpe permanece

Publicado: 12 Junho, 2018 - 00h00

Em recente publicação do Dieese, o Caderno de Negociação mostra que houve uma queda significativa dos acordos trabalhistas em 2018.  O número de instrumentos registrados no Cadastro de Negociações Coletivas de Trabalho, do Ministério do Trabalho - via Sistema Mediador - caiu 29,5% em relação ao ano passado. Um absurdo!

Isso se deve ao golpe e aos golpistas! E quem perde neste caso são os trabalhadores e trabalhadoras, que perdem seus direitos e ficam reféns de um patronato atrasado, hostil à classe trabalhadora. Se dependesse dos patrões, a escravidão voltaria.

Entre as convenções registradas, as regiões que tiveram maiores quedas foram Nordeste (52%); Sudeste (49%) e Norte (45%). Isso se deve à anti-reforma trabalhista aprovada pelos deputados golpistas e sancionada pelo presidente golpista Michel Temer (MDB).

Outro fato que chama atenção é a queda dos reajustes que se baseiam no INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, cálculo que é utilizado para negociação de reajustes salariais. Somente em abril, 28% dos reajustes ficaram abaixo da inflação. Já as convenções que obtiveram maiores índices reais de aumento, giraram em torno de 0,95%.

Além do quadro político agravado, com muitos envolvidos em corrupção e com provas cabais, temos o ex-presidente Lula como preso político, já que sobre ele não pesa sem nenhuma prova concreta! Com isso, o impasse político nas eleições tende a piorar. A questão da política econômica também não apresenta melhoras e pode se agravar agora no segundo semestre.

As principais categorias que têm suas campanhas salariais, como os bancários, petroleiros, comerciários, entre outras, podem agora acirrar o debate sobre as eleições e sobre o cenário econômico. O que os trabalhadores e trabalhadoras precisam neste ano é escolher seus representantes e votar naqueles que de fato defendem os direitos trabalhistas!

Se o Brasil eleger deputados (as) que não têm compromisso com a Classe Trabalhadora, teremos quatro anos de lutas ainda mais intensas e, possivelmente, de muitas perdas!